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Sobre medo, atitude mão na massa e realização: bora fazer mais?!

Respiro

Já deixou de fazer algo por medo, achar que não era bom o bastante ou que não tinha os recursos necessários? Nesta conversa compartilho com você algumas reflexões que fiz sobre sobre medo, atitude mão na massa e realização, impulsionadas pela leitura de Grande Magia e pela segunda chance que dei a Comer, Amar, Rezar.

Durante o Carnaval li Grande Magia - Vida criativa sem medo, de Elizabeth Gilbert. Por preconceito intelectual torci o nariz para o livro quando descobri que era da mesma autora de Comer, Amar, Rezar. O irônico é que nem havia lido o livro para me achar no direito de julgá-lo. Coisas de ser humano, sabe?

Na realidade havia assistido ao filme, mas nem lembrava muito bem detalhes da história, apenas do contexto: uma mulher viajando pelo mundo em busca de si mesma. Acredito que estava em outra vibe na época e por isso não me conectei.

Buscando pistas identitárias

Antes de iniciar a leitura de um livro gosto de saber quem está conversando comigo. Faço uma boa pesquisa sobre currículo, redes sociais, palestras disponíveis online, signo e ascendente, presença na mídia... ufa! Exagerei um pouquinho, mas realmente busco informações sobre o autor. Isso sempre me ajuda a entender quem está conversando comigo e seu lugar de fala.

Essa perspectiva ficou ainda mais evidente quando li a primeira parte do livro Sobre a escrita, de Stephen King (uma de minhas leituras atuais).  O capítulo intitulado Currículo consiste em um relato quase biográfico da sua formação como escritor. Além de Sobre a escrita não li sequer um livro de King, porque realmente não curto muito suspense e terror. Só assisti aos filmes mais badalados, baseados em sua obra, como O Iluminado e A Espera de um milagre (quem não?). Mas apesar de não conhecer sua produção literária, a história do autor me fez entender um pouco mais os temas que ele aborda. Sua história de vida tem boas pitadas de dor e sofrimento que refletem na escrita.

Foi para conhecer melhor Elizabeth Gilbert que decidi reassistir Comer, Amar, Rezar. O filme conta sua jornada de autodescoberta. Sim, eu deveria ter lido o livro que como sempre dizem que é melhor do que o filme, mas por ora a adaptação cinematográfica me bastava.

Ao reassistir Comer, Amar, rezar uma cena me  chamou atenção. Há um momento em que a personagem principal está jantando com os novos amigos que fez em sua viagem à Itália, e é questionada sobre a sua palavra. Uma palavra que a defina. Tarefa difícil, certo? Não vou revelar o que ocorre em seguida para não dar spoilers.

De todo modo, essa informação basta para esclarecer o ponto que quero abordar aqui. Enquanto assistia a cena refleti sobre a minha palavra: “Ok, qual é a minha palavra?” Terminei o filme e posteriormente a leitura de Grande Magia sem saber qual era.

Outro dia, a palavra veio como um raio ou momento eureka durante o banho. Pensei: ação! Isso mesmo, se uma palavra pode me definir, pelo menos  nos últimos tempos, é ação. E ela estava ali o tempo todo. Lembro que há alguns anos escrevi no meu diário que precisava ser uma pessoa de mais ação. Mais realizadora que sonhadora. De lá pra cá repeti em diversas oportunidades que alguns de meus principais mantras nos últimos tempos são: Melhor feito que perfeito; Vai. E se der medo, vai com medo mesmo; o slogan da Nike: Just Do It, e a ação cura o medo (que entrou recentemente para a lista).

A ação cura o medo, mesmo?

Em Grande Magia, Elizabeth Gilbert fala exatamente sobre a coragem de partirmos para a ação apesar de todos os possíveis pesares. Talvez (e provavelmente) ela fale de outras muitas coisas mais (por exemplo: criatividade e escrita), mas o que mais se conectou comigo foi seu chamado para a ação.

Ela nos coloca no modo operante para fazermos acontecer: alguém já teve ou realiza sua ideia genial? Faça assim mesmo, do jeitinho que só você pode fazer. Levou muitos nãos? Ajuste o que for necessário e persista. Ninguém reconhece seu trabalho? Continue trabalhando. Não tem os recursos ideais para realizar com a qualidade desejada? Faça o melhor com o que tem. E assim o livro segue nos encorajando a colocar a mão na massa, como disse, apesar de tudo.

Muito do que fiz até agora na Pessoa Melhor, por exemplo, não foi ou está como eu gostaria. Devido diversas limitações que aparecem no caminho, nem sempre consigo fazer o ideal, mas me comprometi a fazer o possível. E assim tenho feito. Para minha surpresa, mesmo imperfeita esta jornada está sendo muito recompensadora.

Raríssimas vezes temos o contexto ideal e, talvez, por isso deixamos de realizar muito em nossas vidas. Tenho aprendido cada vez mais que o importante é iniciar o movimento que tudo vai se ajustando ao longo do caminho. Na nossa jornada de vida vamos nos ajustando ao longo do caminho, nos tornando melhores, e a mesma dinâmica se aplica aos nossos projetos.

Se tem algum sonho guardado aí, que não colocou em prática por não contar com todos os recursos necessários para fazer acontecer no cenário ideal, bora arregaçar as mangas e começar com o que você tem. Pode soar como frase de impacto em discurso motivacional, mas você realmente é o principal "recurso" que precisa para colocar seus sonhos em prática.

Respondendo o questionamento no título deste tópico, com base na minha experiência, arrisco dizer que a ação não cura o medo, mas com certeza nos ajuda a lidar melhor com ele e a realizar mais.

Fica bem! E me conta, qual palavra define seu momento atual? 

Beijo :)
Aline

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