Acreditamos que pessoas mudam o mundo. Receba nosso melhor conteúdo com exclusividade

Qual é o seu estilo de comunicação? Descubra e adote a comunicação assertiva, que conecta

Comunicação interpessoal

A comunicação ruim e falha é um dos principais problemas de relacionamento que enfrentamos. Para evitar o temido problema de comunicação e criar mais conexão nas nossas interações, é fundamental descobrir qual é o nosso jeito de comunicar e se podemos aprimorá-lo. Neste conteúdo conversamos sobre os estilos de comunicação passiva, passiva-agressiva, assertiva e agressiva. Qual é o seu? Ele cria conexão ou desconexão nas suas relações?

Em essência, a comunicação tem o objetivo de nos conectar uns aos outros. Apesar disso, a comunicação ruim é um dos nossos principais problemas de relacionamento. Seja nas interações pessoais ou profissionais, são inúmeros os desencontros provocados por uma comunicação falha.

Há quem tenha imensa dificuldade de expressar sentimentos, interesses, necessidades e pontos de vista contrário. Ou que o faça de forma violenta. Esses dois extremos são os estilos de comunicação passiva e agressiva. Entre os dois ainda existem a passiva-agressiva e a assertiva.

O único estilo que cria conexão é o assertivo. Um termo que parece fazer parte apenas das rotinas corporativas. Uma pena. Pois assertividade é fundamental para nos tornarmos mais facilitadores das nossas relações, inclusive, pessoais. Que podem ser tão conflituosas (e até mais, do que as profissionais).

Sabe dizer se a sua comunicação é assertiva?

O que é assertividade na comunicação?

De modo superficial ocorre o risco de interpretarmos assertividade apenas como "comunicação clara e objetiva". Mas assertividade aqui não tem a ver apenas com isso.

O cerne da assertividade na comunicação está na capacidade de nos posicionarmos com segurança e firmeza para expressar e defender as nossas ideias, sentimentos, interesses e necessidades respeitando as ideias, sentimentos e necessidades das pessoas com as quais interagimos.

A "segurança" e "firmeza" podem ser interpretadas de forma equivocada como um comportamento agressivo. Comunicar-se de forma assertiva não requer a adoção de um tom de voz elevado, muito menos em adotar uma postura impositiva: no sentido de colocar-se acima do outro.

A comunicação assertiva, na realidade, tem a função de criar um senso de igualdade nas relações. Ela nos capacita a criar relacionamentos em que tanto os nossos direitos e os direitos dos outros são manifestados e respeitados.

Essa interpretação da assertividade na comunicação é importantíssima. É comum as pessoas se envolverem de forma estrita com técnicas de comunicação assertiva: observar aspectos verbais e não-verbais da comunicação ou a escuta ativa, e negligenciar o que é a base da comunicação que conecta.

A base está na capacidade de expressar e de respeitar tanto as nossas ideias, emoções, sentimentos, interesses e necessidades quanto os dos outros. As técnicas apenas facilitam essa expressam e o respeito. 

Dito isso, está na hora de você descobrir qual é o seu estilo de comunicação.

Vamos lá?

Você considera que a sua comunicação é passiva, passiva-agressiva, assertiva ou agressiva?

Para ajudá-lo na missão de identificar o estilo de comunicação que mais tende à adotar, analise com qual grupo de afirmações abaixo você se identifica.

Grupo 1: Passivo

  • Tem dificuldade de dizer não diante de situações que são prejudiciais para você;
  • Já deixou de expressar uma necessidade sua e cedeu às necessidades de outra pessoa;
  • Não expressou desconforto ou emoções difíceis como raiva, frustração, tristeza... diante de uma situação incômoda;
  • Deixou de expressar ponto de vista ou opinião divergente para evitar conflito;
  • Não comunicou um erro ou atitude prejudicial do outro;
  • Sente que é vítima das atitudes dos outros;
  • Evita o confronto a todo o custo;
  • Assume a responsabilidade pelos erros dos outros.
  • Por não se posicionar pode ser interpretado como uma pessoa fraca.

Grupo 2: Passivo-agressivo

  • Assim como no perfil passivo, evita o confronto a todo o custo;
  • Fica de cara "amarrada" e/ou corta a comunicação com o outro;
  • Diante de uma discordância não manifesta opinião contrária para evitar conflito, mas por trás comenta sobre a situação, reclama, faz intriga etc. Pode distorcer os fatos e as palavras do outro;
  • Utiliza a ironia e o sarcasmo para expressar opiniões contrárias e insatisfações. Se for confrontado diz que era brincadeira;
  • É demasiadamente crítico com os outros e consigo;
  • Tem dificuldade de admitir que está errado e de assumir a responsabilidade pelos seus atos.
  • Ou seja, indiretamente comunica que algo não está bem, mas não expressa o motivo de forma honesta e objetiva. Por isso pode ser interpretado como uma pessoa emocionalmente imatura.

Grupo 3: Assertivo

  • Quando discorda de alguém que respeita, você é capaz de se manifestar e revelar seu ponto de vista;
  • É capaz de recusar-se à atender solicitações prejudiciais para você nas relações pessoais e profissionais;
  • Concede feedback de forma calma e firme;
  • Aceita prontamente críticas e sugestões positivas;
  • Pede ajuda quando precisa;
  • Aceita de bom grado uma solução de outra pessoa, melhor que a sua, para determinado problema;
  • Expressa seus pensamentos, sentimentos e crenças de maneira direta e honesta;
  • Busca soluções que beneficiem todos os envolvidos.

Grupo 4: Agressivo

  • É demasiadamente "sincero": fala algo rude ou desnecessário com a intenção ou com o potencial de de ferir o outro. Ou seja, pratica sincericídio;
  • Elevou o tom de voz e/ou expressou-se de forma violenta/agressiva;
  • Diante de um conflito, faz ofensas pessoais às demais pessoas envolvidas;
  • Sobrepõe a sua fala sobre a dos outros não permitindo que eles se expressem;
  • Quando fica irritado ou sente que está sendo tratado de maneira injusta descarrega nos outros;
  • Arrepende-se da maneira como expressa as suas ideias;
  • Tem dificuldade de expressar-se de forma calma, firme e não ofensiva diante de discordâncias;
  • Tende a impor ou exigir que as suas necessidades e interesses sejam atendidos sem considerar as necessidades e interesses dos outros;
  • Também é demasiadamente crítico com os outros e consigo;
  • Tem dificuldade de admitir que está errado e de assumir a responsabilidade pelos seus atos.
  • Pode ser interpretado como uma pessoa emocionalmente instável e com baixa capacidade de autocontrole emocional.

E aí, com qual estilo de comunicação você mais se identifica? Identifica-se com mais de um estilo em diferentes situações?

Seja bastante honesto consigo. Honestidade sobre as nossas limitações com certeza não é sinônimo de fraqueza. Sim de coragem, pois coragem só existe diante do enfrentamento de um medo. Então, pode ser corajoso o bastante para confrontar o fato de que, talvez, a suas comunicação precisa de alguns ajustes.

Benefícios da comunicação assertiva

Não curto muito utilizar o termo comunicação assertiva porque a) as pessoas podem interpretar a palavra como sinônimo de "acerto"; o que leva à ideia equivocada de que buscamos um tipo de comunicação "certa". Uma fórmula mágica.

E b) porque "assertiva" soa corporativo, assim como tantos outros termos na área de desenvolvimento humano. Algo que cria desconexão com as pessoas fora desses ambientes.

É como se a comunicação assertiva apenas fizesse parte das relações profissionais. De modo que alguém pode ter o cuidado de comunicar de forma assertiva no trabalho, mas negligenciar a prática nas relações pessoais. Uma negligência que pode desgastar os relacionamentos mais importantes para nós.

Por isso prefiro chamar a comunicação assertiva de "comunicação que conecta". No sentido de que podemos utilizar a nossa comunicação para nos conectarmos uns com os outros, indiferentemente do relacionamento: seja pessoal ou profissional.

A comunicação para conexão nos capacita a:

  • negociar soluções ganha-ganha diante de situações de conflito;
  • solucionar conflitos de maneira mais rápida e prática;
  • iniciar e manter conversas difíceis;
  • impedir a manipulação e a chantagem emocional;
  • evitar colocar-se em situações indesejáveis ou estressantes;
  • evitar ceder a pessoas dominadoras;
  • exercitar a resiliência (capacidade de superar adversidades);
  • adotar uma atitude pacificadora, sem ser passiva;
  • cultivar transparência, honestidade, objetividade, clareza e firmeza;
  • aumentar a autoestima e a autoconfiança;
  • expressar emoções difíceis justificadas (como a raiva) sem personalizar o problema;
  • questionar uma autoridade de forma não ofensiva;
  • expressar contrariedade e defender direitos de maneira firme e direta;
  • tornar conversas mais fluidas e produtivas;
  • cultivar a consideração e o respeito dos outros;
  • criar relacionamentos mais saudáveis e sustentáveis no longo prazo.

Como praticar e ser mais assertivo

No caso de ser uma pessoa passiva ou passiva-agressiva, comece pela simples tarefa de expressar as suas ideias e necessidades, o que inclui dizer não diante de situações prejudiciais para você.

  1. Utilize frases de afirmação iniciadas por "Eu", como: "Eu penso..."; "Eu acredito...", "Eu quero... Ou eu não quero"; "Eu preciso..."; "Eu sinto...". Dessa forma começa a expressar e a posicionar suas ideias, emoções, sentimentos, interesses e necessidades. E de bônus exercita a autorresponsabilidade.
  2. Diga não sem receio de perder a admiração, o apreço ou afeto dos outros. Na realidade, os outros nos respeitam mais quando nos respeitamos primeiro. Isso significa posicionar-se quando é necessário priorizar as nossas ideias, diretos, interesses e necessidades por meio do não. Acredite, todo não para o outro é um sim para si mesmo. Logo, se uma situação não é legal para nós é fundamental que o não para o outro seja expresso.

Já os agressivos podem exercitar a comunicação que conecta:

  1. Controlando o impulso de interromper os outros;
  2. Escutando mais os outros para identificar as suas emoções, sentimentos, interesses e necessidades, e negociá-los com as suas emoções, sentimentos, interesses e necessidades. Ou seja, para alguém com perfil agressivo  desenvolver assertividade é fundamental considerar as demais pessoas e ser mais flexível.

Está gostando deste artigo?Conte para a nossa equipe! ❤️
Obrigado!😍 Nosso time ficará muito feliz com seu Amável!

    A comunicação emocionalmente madura

    A comunicação assertiva transmite e indica maturidade emocional. Assumimos a responsabilidade por nossas ideias, emoções, sentimentos, necessidades e interesses sem nos diminuirmos nem nos sobrepormos aos outros.

    Essa responsabilidade é uma atitude que não devemos esperar, nem exigir de ninguém. Seja em uma relação pessoal ou profissional. Somente nós podemos exercê-la.

    Não é tarefa fácil porque assertividade pode exigir que sejam feitos ajustes no nosso "modo de ser". E é extremamente ameaçador sair desse lugar quentinho e mudar a forma como estamos acostumados à agir.

    Mas praticar a comunicação assertiva é fundamental se quisermos permitir que a comunicação cumpra o seu objetivo: nos conectar uns aos outros, aumentar a fluidez e a qualidade da nossas relações.

    Em quais situações da sua vida acredita que precisa ser mais assertivo? No trabalho? Em casa com a família? Na relação a dois ou entre amigos?

    Beijo :)

    Aline


    Gostou do artigo? Compartilhe este conhecimento com seus contatos!
    Compartilhe no whatsapp
    Compartilhe no Linkedin