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Para você, o que é inteligência emocional?

Educação Emocional

Gerenciar as próprias emoções e sentimentos, bem como os dos outros, para evitar reações que terão um resultado negativo? Saber expressar emoções e sentimentos? Evitar emoções difíceis? Esse é um termo cada vez mais presente nas nossas vidas. Mas talvez o nosso entendimento sobre ele seja muito superficial. O termo ficou bem popular com a publicação do livro "Inteligência emocional: a teoria revolucionária que redefine o que é ser inteligente", de Daniel Goleman.

Goleman defende que não é o nosso quociente intelectual (QI), ou seja: a capacidade de usar informações e a lógica para responder a perguntas e resolver problemas, que garante o nosso bom desempenho na vida, sim o que ele chama de quociente emocional (QE).

Para explicar o que é isso, primeiro a gente precisa conversar sobre outra teoria. A teoria das inteligências múltiplas, de Howard Gardner, que apresenta a hipótese de que podemos manifestar 9 tipos de inteligências:

  1. Lógico-matemático
  2. Espacial
  3. Linguística
  4. Corporal-cinestésica
  5. Musical
  6. Intrapessoal
  7. Interpessoal
  8. Naturalista
  9. Existencial

A teoria da "inteligência emocional", de Goleman, dá um zoom nas inteligências intrapessoal e interpessoal. Inteligência emocional seria um profundo conhecimento de si mesmo e percepção dos outros, que nos permite desenvolver competências para lidar melhor com a gente e com as pessoas com as quais convivemos. O que influencia o nosso desempenho na vida e na qualidade das nossas relações.

O método de Goleman para desenvolver inteligência emocional é pautado em 12 competências e 4 domínios. Como apresentado nesta imagem disponível no site da Goleman Emotional Intelligence.

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Domínio 1: Autoconsciência

1.Autoconsciência emocional

Domínio 2: Autocontrole

2. Equilíbrio emocional

3. Adaptabilidade

4. Orientação para resultados

5. Perspectiva positiva

Domínio 3: Consciência social

6. Empatia

7. Consciência organizacional

Domínio 4: Gerenciamento de relacionamentos

8. Influência

9. Coach e mentoria

10. Gerenciamento de conflitos

11. Trabalho em equipe

12. Liderança inspiradora

O trabalho de Daniel Goleman ganhou mais projeção no meio empresarial. Até porque a sua metodologia tem mais esse perfil. Além de melhorar o gerenciamento emocional, contribui para a clareza de objetivos, estabelecimento de metas, gerenciamento de grupos de trabalho, na influência e inspiração de pessoas. Tem como propósito melhorar a inteligência emocional dos indivíduos e, consequentemente, da organização.

Você observou que a metodologia de Goleman não foca apenas nas nossas emoções e sentimentos?

Pois é. Esse é um equívoco quando pensamos inteligência emocional, dentro da perspectiva de Goleman. O trabalho com emoções no seu método é pautado em uma perspectiva cognitiva. Há o reconhecimento das emoções, a reelaboração de situações e a adoção de estratégias de gerenciamento emocional. Simplificando o processo de reelaboração:

  1. pensamos em situações em que tivemos uma reação que gerou um resultado negativo,
  2. ampliamos a nossa perspectiva sobre o acontecimento,
  3. e elaboramos novas respostas que podem gerar um resultado mais positivo, diante de cenários semelhantes, no futuro.

O programa Cultivating Emotional Balance (CEB), de Paul Ekman, criador do Atlas das Emoções e conhecido por suas pesquisas sobre microexpressões faciais, também conta com uma ferramenta que incentiva essa reflexão e reelaboração das nossas experiências. Um processo muito importante para reconhecermos a nossa experiência emocional e gatilhos. Para deixar de reagir e começar a agir de forma mais consciênte.

Feridas emocionais e reprogramação mental

Além dessas perspectivas, também há profissionais que buscam desenvolver inteligência emocional com base na cura de feridas emocionais e da reprogramação mental. Facilitam a identificação de modos de agir baseados em experiências emocionais e padrões de pensamento, que nos fazem adotar respostas emocionais e comportamentais automáticas que influenciam diversas áreas da nossa vida.

Conforme defendido pelo neurocientista Antonio Damásio, não existe ação destituída de emoção. Toda ação, por mais racional que seja, conta com um quezinho emocional. E boa parte da nossa forma de agir no mundo é baseada em modos de operar registrados no inconsciente.

Inclusive, boa parte das decisões que tomamos são mais emocionais do que racionais. Acredite. Emoções e sentimentos influenciam a nossa forma de trabalhar, comer, se relacionar...

Gosto muito de falar que, despertar para as nossas emoções, para como funcionamos emocionalmente, é despertar para a vida.

Inteligência emocional ou educação emocional?

Utilizo o termo inteligência emocional para indexar na internet os conteúdos que produzo. Mas confesso que no trabalho que realizo prefiro utilizar o termo educação emocional.

Primeiro, porque embora esteja capacitada a facilitar (e respeitar muito) a metodologia, não aplico o método de Goleman. Utilizar o termo inteligência emocional pode criar essa expectativa.

Meu trabalho é um aprofundamento em como funcionamos emocionalmente. Poderia dizer que está mais centrado nas categorias: autoconsciência, equilíbrio emocional, empatia, influência e gerenciamento de conflitos. Facilito a educação emocional que não tivemos formalmente. E o resultado que busco gerar está mais conectado às nossas relações.

Primeiro, na relação mais fundamental: com a gente mesmo e, consequentemente, com os outros: em casa, na rua e no trabalho. Mais uma vez, o clichê sendo a voz da sabedoria: afinal, não é possível se relacionar bem com o outro se não nos relacionamos bem conosco.

Essa reflexão conversa com você?

Expandiu a sua percepção sobre o termo inteligência emocional?

Caso sim, compartilhe suas percepções comigo. 

Beijo :)

Aline

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