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Para acreditar em si, verdadeiramente

Respiro

Acreditar é o primeiro passo para realizar nossos anseios e objetivos na vida. Você acredita em si, verdadeiramente?

Há alguns anos minha orientadora da monografia, na graduação, avaliou um trabalho meu. Não recordo o que era exatamente. Para ela o conteúdo estava ótimo, para mim, não. Questionei a qualidade do trabalho apontando possíveis falhas.

Diante daquela cena improvável, a professora simplesmente me disse: "se você não acreditar no que produziu, quem vai?". Estava tão mergulhada em minhas inseguranças que nem reparei no presente que foram àquelas palavras, que hoje fazem tanto sentido para mim.

Quando não reconhecemos verdadeiramente o nosso valor minamos toda a fonte de autoconfiança. Tal falta de reconhecimento afeta nossa autoestima. No meu caso, acredito que uma das possíveis origens da insegurança era a autocrítica excessiva.

Há alguns anos não reconheceria e muito menos assumiria um possível problema de autoestima. Há pouco tempo chamava  essa limitação de perfeccionismo. Afinal, perfeccionismo é uma qualidade disfarçada de defeito, certo? Errado, muito errado. Perfeccionismo que nada, era falta de confiança em mim.

Concluí a graduação e o mestrado com o sentimento de que minha produção não era boa o bastante. Não sentia segurança para escrever e publicar algo sem a validação de um editor, ou de alguém que exercesse esse papel.

E ainda com a validação externa, havia o risco de eu iniciar um diálogo semelhante ao que tive com minha professora. Ou seja, nem a validação externa me convencia daquilo que somente eu poderia: acreditar em meu potencial e na entrega realizada.

Antes, ao perceber um erro em meu texto meu coração palpitava, as mãos soavam e uma tensão forte surgia nos ombros. Em seguida eu  corria para o computador ou smartphone para fazer a correção.

Hoje, quando percebo o erro ou alguém o indica, agradeço profundamente o feedback e corrijo assim que possível, sem desespero e ansiedade. É uma coisa tão boba, mas que retrata muito bem uma mudança significativa de mentalidade, refletida em um comportamento.

Não gosto de errar, mas aprendi a lidar com a exposição e com o erro de forma saudável. Aprendi a praticar a tal vulnerabilidade. A ter coragem de ser imperfeita.Acreditar. Sim, é preciso.

Acreditar é um termo muito presente no discurso e nos diálogos de quem trabalha com empreendedorismo e propósito. Fala-se muito em acreditar em uma ideia.
Para além dos negócios, acreditar é essencial em tudo que queremos empreender na vida, seja aprender um novo idioma, buscar uma nova oportunidade de trabalho ou iniciar um relacionamento amoroso. E mais que acreditar no que se busca, é preciso, sim, acreditar primeiro na nossa capacidade e potencial de realização.

Aqui falo sobre reconhecer nossas forças e oportunidades de melhoria. Lançar luz sobre o que temos de bom e deixar que o mundo também reconheça isso. E, caso necessário e desejado, desenvolver o que pode ser melhorado.

Ao longo da minha jornada encontrei muitas pessoas queridas, como minha orientadora, que acreditaram mais em mim do que eu mesma. Pessoas que me fortaleceram e continuam me fortalecendo quando não estou em um bom dia.

Embora seja maravilhoso contar com pessoas queridas que acreditam no nosso valor, não conseguimos avançar muito se antes essa crença não partir da gente. Como no meu exemplo no início desta conversa, um cérebro programado para duvidar de si nega o reconhecimento concedido pelo outro.

Acreditar (em si, de verdade) é o primeiro passo e sem ele a gente não consegue sair do lugar para realizar nossos anseios e objetivos. Tive que acreditar em mim e no valor da entrega do Pessoa Melhor para iniciar esse movimento. Sim, Pessoa Melhor é um movimento. Como de costume, isso é assunto para outra conversa.

Beijo :)

Aline

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