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comportamento, estresse, liderança

O que nos prepara para enfrentarmos grandes desafios

Duas palavras não saem da minha cabeça desde que começamos a viver na dinâmica do distanciamento social, são elas: resiliência e antifragilidade. Afinal, nada como uma pandemia para testar o quanto somos resilientes ou antifrágeis, concorda?

Resiliência é um termo “old school” (antiguinho) no mundo corporativo. Sua versão “atual” é o antifrágil. Mas um não elimina o outro, na realidade, se complementam, pois para ser antifrágil de certa forma precisamos transcender a resiliência.

Resiliência tem a ver com a nossa capacidade de lidar com contratempos. De lidar com situações que provocam estresse emocional e retornar para o nosso estado de equilíbrio.

A maneira como reagimos a contratempos e o tempo que levamos para retornar para o nosso estado de equilíbrio vai sinalizar o quanto somos resilientes ou não. Quanto mais “rápido” conseguimos nos gerenciar e nos adaptarmos a um cenário inesperado, mais resilientes. Por isso resiliência conversa muito com a ideia de adaptabilidade.

Já a antifragilidade seria a capacidade de crescer com o contratempo. Diante de uma situação estressante não apenas resistir à pressão, permanecer ou voltar para o seu estado de equilíbrio, mas ainda se “expandir”. Aprender e se desenvolver com a experiência.

Um teste de antifragilidade

O período entre o início do distanciamento social e o momento em que você lê esse texto, é uma ótima oportunidade de avaliar como a sua resposta emocional conversa com a antifragilidade. Refletir sobre como você reagiu e está reagindo aos acontecimentos. Seus desafios ou não para se adaptar.

Mas o que eu acredito ser mais rico nesta reflexão é entender que antifragilidade não se constroi essencialmente no enfrentamento de grandes crises. Os grandes desafios apenas testam os nossos recursos emocionais para lidar com o desafio em questão.

Não nos tornamos antifrágeis diante de uma única crise. Na realidade, fortalecemos os músculos da antifragilidade no enfrentamento de contratempos no cotidiano.

Pois a forma como lidamos com os pequenos contratempos nos treina para lidar com os grandes. E esses pequenos contratempos podem, inclusive, ser os nossos desafios de comunicação em relacionamentos pessoais e profissionais.

Como a comunicação emocionalmente madura contribui para nos tornarmos antifrágeis

Se diante de uma expectativa frustrada, de um mal-entendido ou de conflito eu me fecho emocionalmente ou explodo, e tenho dificuldade de me acalmar e lidar com isso de forma madura, deixo de exercitar o meu músculo da antifragilidade.

Lembra que demonstro ser “mais” antifrágil quando consigo gerenciar o estresse emocional, retornar para o meu ponto de equilíbrio, aprender com a experiência e melhorar?

Quem adota um estilo de comunicação passivo, passivo-agressivo e agressivo demonstra dificuldade de entrar em contato com as suas emoções e de se regular. Por isso pode ser um mega desafio se comunicar de forma madura diante de uma situação de estresse ou mesmo resolver conflitos quando tudo está mais calmo.

Pois expressar interesses, expectativas, emoções e sentimentos e acolher os dos outros, especialmente em meio a situações estressantes, requer determinados recursos emocionais que podem não estar bem desenvolvidos em quem adota esses estilos de comunicação. Algo bem comum, não se julgue caso role alguma identificação.

Já havia refletido sobre isso?

Disponibilizei aqui o formulário de registro de interesse na mentoria individual em que ajudo pessoas a desenvolverem maturidade emocional pela comunicação.

Utilizo a comunicação como suporte para desenvolvermos mais autoconsciência emocional, vocabulário emocional e adotar ferramentas de gerenciamento emocional de si e do outro.

A intenção é cultivar os recursos emocionais que contribuem não apenas para melhorar a relação consigo e com as pessoas que convivemos. São recursos que servem também para navegarmos melhor na vida: diante de pequenos ou de grandes contratempos.

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