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O que está por trás das escolhas? Qual o impacto das escolhas na nossa vida?

Respiro

A vida que temos hoje é resultado das escolhas que fizemos. Quais escolhas foram essas? Você tem dimensão do impacto das escolhas que faz diariamente na sua vida? Que a gente escolha melhor nos tornando viajantes construtores de mapas ou construtores de mapas viajantes.

A vida que temos hoje é resultado das escolhas que fizemos. E aí, está em paz com as escolhas que fez até aqui?

A escolha de fazer um curso, de namorar, morar junto ou casar com determinada pessoa, de ter (ou não) filhos, de mudar de cidade, de comprar algo em vez de “poupar pro futuro”, de aceitar um trabalho, de manter contato com os amigos etc. Para ser mais específica, podemos considerar que nossa vida atual também é resultado de escolhas simples do dia a dia.

Isso. Escolhas do tipo levantar ou não da cama para fazer exercício físico, sobre o que comer em cada refeição, o que vestir, do meio de transporte para ir ao trabalho, dos pensamentos que ocupam a nossa mente, das nossas palavras, do modo como interpretamos os acontecimentos e assim por diante. 

Em geral, boa parte das escolhas listadas, especialmente as do dia a dia, são decisões tomadas no modo reativo em vez de reflexivo. Isso quer dizer que podemos não ter ideia do que nos fez e nos faz escolher uma coisa ao invés de outra e, consequentemente, do impacto que tais escolhas têm nossa vida.

Viajantes construtores de mapas ou construtores de mapas viajantes?

Se você é do tipo que faz mapas (também conhecidos como planejamentos) talvez olhe para sua jornada até aqui e não fique  surpreso. Embora existam algumas mudanças de  rota, no panorama geral as escolhas passadas fazem sentido e a vida segue na direção desejada. Outras pessoas na mesma posição podem se sentir aflitas, pois seu mapa se assemelha ao desenho de uma criança de dois anos.  Apenas traços aleatórios.

Quando não temos clareza de onde queremos chegar ou da vida que desejamos, nosso mapa se torna um emaranhado de caminhos confusos que nos afligem. Mapas emaranhados podem surgir de uma vida repleta de oportunidades. Pode acontecer que, de repente, surge a oportunidade de fazer um curso massa, um trabalho incrível bater à porta, ou a chance de morar um tempo fora.

Esse tipo de oportunidade tentadora pode roubar nossa atenção e desviar a nossa rota. Quando não temos rota começamos a agarrar oportunidade após oportunidade, mas em vez de nos sentirmos realizados, esse movimento pode nos deixar desorientados. Aí surge a sensação de que aproveitamos várias oportunidades, mas que elas não conversam. São peças de um quebra-cabeça que não se encaixam.

Algumas vezes não é uma boa oportunidade que bate à porta, mas algum imprevisto que parece querer nos sabotar. Em ambos os casos, pode ser que a gente não esteja "conduzindo" nossa vida, sim acontecimentos aleatórios.  

Quando a vida escolhe para a gente?

A vida é incerta. 

Mas quando não temos clareza do que desejamos ou estamos em conflito, ficamos mais suscetíveis às incertezas.

Com isso, pode ser que a vida comece a fazer escolhas para a gente. E, às vezes, até que escolhe bem, pois tem não que é sim e sim que é o não que precisávamos. Nenhuma experiência é tempo perdido quando conseguimos extrair o melhor dela. Pode demorar, mas os pontos que parecem soltos em nossa jornada sempre se conectam. Basta a mente estar preparada para fazer as conexões.

Pois é, a vida muda e é preciso flexibilidade para se adaptar, o que não quer dizer que devemos ser complacentes conosco.  Entre incerteza e clareza, prefiro as duas. Apesar da incerteza, o ideal é entendermos o que queremos para a nossa vida. Assim, por mais que ocorram imprevistos, há  sempre a possibilidade de consultar nosso mapa. Para além dos de objetivos, o mapa também pode contemplar nossos valores. Para mim, é super importante agir com base nos meus valores (liberdade, respeito, compromisso, fraternidade,  bondade, empatia e compaixão, por exemplo). 

O mapa da nossa jornada pode orientar as escolhas e as escolhas que fazemos podem construir o mapa da nossa jornada. Confuso?!  O que quero dizer é que não é possível pausar a vida e construir um mapa para depois iniciarmos a jornada. Podemos sim traçar um mapa enquanto viajamos e ajustá-lo quando necessário. Bem mais claro, certo?

Como construir um mapa? Clareza para construir a vida que queremos  

Não entenda construir um mapa como viver orientado por linhas de chegada, no estilo: apenas serei feliz quando cumprir a rota do mapa que criei para mim, que consiste em conquistar reconhecimento profissional, determinados bens materiais e o relacionamento amoroso ideal.

Essas definições são ótimas como um norte, mas jamais às interprete como correntes. Elas nos concedem clareza sobre o que queremos para nossa vida e evitam com que a gente  gaste energia desnecessária; o que pode tornar a jornada frustrante. 

Não precisamos ter o retrato perfeito da vida dos sonhos. Mas podemos pelo menos ter pistas do que desejamos para evitar que nossas decisões sejam aleatórias e cresça o  sentimento de tempo perdido.

A vida que comemoramos ou lamentamos hoje é resultado das nossas escolhas. São as simples escolhas do dia a dia que traçam as linhas do mapa da nossa jornada. O que está por trás de suas escolhas? Desejo que seja seu mapa - em permanente (re) construção.

Beijo :) 
Aline

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