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bem-estar, comportamento, liderança, relacionamentos

O que empatia tem a ver com regulação emocional

Uma curiosidade. Caso não saiba, seres humanos não nascem com a capacidade de regular emoções. Aprendemos a perceber e a gerenciar o que sentimos com os nossos primeiros cuidadores. Nesse processo, a capacidade empática das pessoas que convivemos faz toda a diferença para nos ajudar a desenvolver autorregulação emocional.

Mas a realidade é que educação emocional nem sempre foi um tema popular. Logo, muitos pais não foram ensinados a lidarem com as suas emoções de forma saudável. Assim, desenvolveram um estilo evitativo ou ansioso de lidar com emoções.

Pais ansiosos são instáveis. Ficam sobrecarregados pelas próprias emoções. Ora conseguem perceber e responder às necessidades emocionais dos filhos. Ora projetam a sua experiência emocional neles. Pais evitativos não entram em contanto com emoções. Nem com as suas, nem com as dos outros. Dissociam. Anestesiam.

E entrar em contato com a nossa própria experiência emocional e lidar com ela é essencial para a gente exercer empatia.

Pois é desafiador perceber a experiência emocional do outro e acolhê-la se não percebemos a nossa experiência emocional. Ou lidar com a raiva, a tristeza e o medo do outro se não reconhecemos e não sabemos lidar com a nossa.

Para praticar empatia de verdade é preciso sintonizar-se com a experiência cognitiva e emocional do outro. Fazer o esforço de interpretar a situação a partir do ponto de vista dele e, com base na nossa experiência emocional, nos conectarmos com a experiência emocional do outro.

Não é possível sentir como o outro. Mas é possível lembrar de como foi doloroso sentir tristeza em algum momento da nossa vida ao perceber a tristeza de alguém.

Uma das maneiras mais práticas de entender como foi a nossa “escola de empatia” é refletir sobre como as pessoas mais próximas reagiam diante dos nossos episódios emocionais.

O que faziam quando sentiamos medo, raiva, tristeza, vergonha, culpa, ansiedade?

❤️ Acolhiam as emoções, nos ajudavam a entender o que estava acontecendo com a gente e nos consolavam com palavras amorosas.⁣⁣⁣

💖 Corriam para nos “socorrer” ou dar o que queríamos. Diziam que tudo ia ficar bem, que éramos crianças especiais, incríveis… sem estabelecer limites, e dar tempo para sentirmos e entender o que estava acontecendo conosco. ⁣⁣

😤 Ficavam com ainda MAIS raiva, gritavam, batiam ou nos colocavam de castigo.⁣⁣⁣

😒 Não davam atenção e, diante disso, nos distraíamos com alguma atividade.⁣⁣⁣

😂 Faziam chacota. Menosprezavam os nossos sentimentos.⁣⁣⁣

A única alternativa empática e saudável é a primeira. Empática porque se conecta de verdade com a experiência emocional do outro. Saudável porque ensina a lidar com a emoção e o sentimento.

Praticar empatia, de verdade

A dificuldade de praticar empatia: de nos sintonizarmos emocionalmente com outras pessoas pode ter origem aí, nesse processo de aprendizagem de autorregulação emocional.

A falta de respostas emocionais empáticas na infância também nos torna adultos evitativos e ansiosos. Adultos que estão desconectados da própria experiência emocional e dos outros, ou que projetam a sua experiência emocional nas pessoas que cruzam o seu caminho.

Esse tipo de reflexão não tem o intuito de culpar os nossos pais. Eles sempre fizeram o melhor que podiam de acordo com a consciência que possuiam naquele contexto. O objetivo é ajudar a gente a se entender melhor e, se fizer sentido, nos desenvolvermos a partir disso.

Para exercer empatia real-oficial é fundamental praticarmos autorregulação emocional. Para saber mais como trabalhar isso em você, fale comigo. Empatia e autorregulação emocional são essenciais para a gente trabalhar melhor e lidar melhor com pessoas: em casa, na rua e no trabalho.

Beijo

Aline 🙂

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