fbpx
Uncategorized

O primeiro passo para nos tornarmos emocionalmente ágeis

A pressão para nos tornarmos mais ágeis é constante. Ágeis para desenvolver novas competências e responder rapidamente às demandas de nossos líderes, clientes, do mercado. Demandas inclusive de amigos, parceiros e familiares.

Na ânsia de nos tornarmos mais ágeis deixamos de perceber que para responder rapidamente precisamos lidar com emoções e sentimentos desengatilhados por cada situação. Pois todo acontecimento gera uma experiência emocional: entusiasmo, ansiedade, gratidão, medo, satisfação, insegurança, curiosidade, exaustão, encantamento, culpa, contentamento, irritação, esperança, desconfiança, otimismo, solidão, plenitude, desespero…

Uma salada mista que pode variar de acordo com cada pessoa.

Logo, para responder rapidamente precisamos ser emocionalmente ágeis.

O que você entende por agilidade emocional?

O termo se tornou popular com a publicação do livro de mesmo nome, da psicóloga Susan David. Não sei qual foi a sua resposta à minha pergunta, mas podemos interpretar de forma equivocada o que significa agilidade emocional, ao acreditar que ser ágil tem a ver apenas com “passar rápido” por uma situação que causa estresse emocional e não entrar em contato com as nossas emoções e sentimentos.

Um equívoco, pois apenas conseguimos praticar agilidade emocional quando nos permitimos passar um tempo com a nossa experiência emocional. O tempo necessário para processa-la. Entender o que as emoções e sentimentos revelam e lidar com eles. Sem atropelá-los.

Descubra se você pratica falsa agilidade emocional

Diante da perda de um emprego, término de um relacionamento, pandemia ou das pequenas frustrações no dia a dia, como você demonstra ser “emocionalmente ágil”?

Busca se distrair com redes sociais, séries, filmes, conversas superficiais, compartilhando memes, piadas, músicas, comendo, malhando, fazendo qualquer atividade que desvie a sua atenção da situação ou de qualquer emoção ou sentimento pertubador?

Com isso, diante da perda de um emprego, coloca-se prontamente à procurar outra vaga.

Do rompimento de uma relação amorosa, talvez embarque de imediato em outra relação para suprir as necessidades emocionais que a anterior não concedeu e que você não foi capaz de oferecer a si mesmo.

Das pequenas frustrações do dia a dia, checa constantemente o celular.

De uma pandemia, mergulha num mar de conteúdos disponibilizados gratuitamente.

Adota esses comportamentos sem, em nenhum momento, perceber e refletir sobre como está se sentindo diante de cada um desses acontecimentos.

E então, estava se enganando?

Você não está sozinho. Esquivar-se de emoções e sentimentos é uma forma equivocada de praticar agilidade emocional bem comum, e que é preocupante.

Pois a realidade é que apesar de tentarmos nos enganar ao adotar qualquer um desses comportamentos, no fundo sentimos um certo desconforto…

  • após o entusiasmo inicial, a nova relação não elimina o sentimento de insatisfação ou o vazio interior. Não resolve o que ficou pendente consigo mesmo no último relacionamento.
  • assumimos um novo cargo angustiados e exaustos pois não nos escutamos nessa transição rápida (e muitas vezes urgente porque precisamos suprir necessidades básicas).
  • alimentamos a nossa reatividade e ficamos chateados conosco ao agir com violência, de forma direta ou indireta, às pessoas no dia a dia.
  • passamos por uma pandemia (algo bastante fora da curva) anestesiados consumindo lives, séries, filmes e inúmeros novos cursos online realizados e muitas vezes não praticados.

Nenhuma das atitudes que mencionei em si são negativas. É saudável buscar um novo amor, um novo emprego, consumir conteúdo e nos distraírmos. Essas atitudes apenas se tornam prejudiciais quando às utilizamos para “anestesiar” emoções e sentimentos… para evitar lidar com eles.

A verdadeira agilidade exige nos conectarmos à nossa experiência emocional

Susan David, autora do livro Agilidade Emocional: abra sua mente, aceite as mudanças e prospere no trabalho e na vida, começou a desenvolver agilidade emocional quando sua professora gentilmente à presenteou com um caderno e pediu que ela escrevesse sobre o que estava sentindo diante do falecimento do pai.

Não foi ao correr ou esquivar-se de emoções e sentimentos, sim ao entrar em contato com eles que Susan começou a praticar agilidade emocional.

Pois é o processamento das nossas emoções e sentimentos que nos deixa mais em paz com eles e permite que partam com “agilidade” ou, melhor, de forma mais saudável.

Assim como Susan, também entendi isso ao cultivar agilidade emocional na minha vida me conectando diariamente, interpretando as minhas emoções e sentimentos, e ajudando pessoas a desenvolverem essa competência.

Agora, após essa reflexão, acredita que praticou agilidade emocional diante da última situação estressante que vivenciou? Conectou-se de alguma maneira com o que estava sentindo? Ou desviou a sua atenção e às anestesiou?

Caso tenha interesse em gerenciar melhor seus pensamentos, emoções e sentimentos, e cultivar a qualidade da relação consigo e com o outro, converse comigo aqui: link para manifestação de interesse na mentoria individual.

Preencha seus dados abaixo:

Ao clicar no botão, você concorda com nossos Termos de Uso e Política de Privacidade. Logo, será redirecionado para a página de Checkout do Programa ACOLHER!