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Negatividade: a minha e a do outro, como lidar?

Respiro

Uma pessoa negativa geralmente não precisa ser introduzida. Como lidar com o eu e com o outro negativo? Não é fácil, mas é possível. Nesta conversa conto para você como.

Apesar dos muitos planejamentos que fazemos, todos os dias levantamos da cama sujeitos ao inesperado.

Levantar após o primeiro toque do despertador e fazer nossa rotina matinal contribuem, mas não garantem um dia bom. Especialmente se convivemos com as temíveis pessoas negativas.
Mais comuns do que gostaríamos, pessoas negativas estão presentes em todos os lugares. Na academia ou na pista de corrida, na fila do supermercado, no trânsito, no trabalho, no churrasco da família, no encontro entre amigos no bar.
A lista é infinita e não há hora nem lugar para elas se manifestarem.
Mas antes de começar a apontar dedos, vou esclarecer o tipo de pessoas que classifico como negativas nesta conversa.

Comportamento negativo ou síndrome de Hardy

Uma pessoa negativa geralmente não precisa ser introduzida. Ela é o parente, amigo, vizinho, chefe, colega de trabalho ou até mesmo o estranho que puxa conversa para reclamar de algo, ou colocar alguma dificuldade no “indificultável”. Sim, inventei essa palavra.
Pode parecer maldoso classificar alguém como negativo, mas é isso que difere uma pessoa que está passando por um momento difícil - e por isso se torna mais pessimista, daquela que está permanentemente em estado negativo.
Apesar de não me apegar a dualismos, do tipo bem e mal, nesse caso não há como escapar. Para a pessoa negativa, não importa se houve um acontecimento bom ou ruim, ela sempre criará um problema e haverá um “mas” na sua fala.
O verbo mais adequado aqui é criar mesmo, porque geralmente o problema não existe ou pelo menos não na proporção dada pela pessoa negativa.
Em síntese, se alguém ou você... é, você mesmo! se assemelha ao personagem Hardy, do desenho animado Lippy the Lion & Hardy Har Har, cuidado! Hardy é lembrado por repetir a seguinte frase: “Oh vida, oh céus, oh azar… isso não vai dar certo!”

Negativo, eu? O que fazer?

Já parou para pensar que o que incomoda no outro pode ser um comportamento seu que incomoda você. Entrou em pane?
Para ser bem clichê, pois é minha melhor expertise, lembre-se do dizer que quando apontamos um dedo para o outro três estão voltados na nossa direção.
E mais, em qualquer situação, antes de terceirizar a culpa, é sempre bom checar qual é a nossa parcela de contribuição no que acontece com a gente.
Ou seja, esteja atento para perceber se a negatividade que repudia não está sendo manifestada ou alimentada por você.

Eu negativo

Se chegou à conclusão de que a negatividade vem de você, parabéns!  É preciso coragem para assumir nossas oportunidades de melhoria. Há conteúdos aqui e aqui no blog que podem ajudá-lo a ser mais honesto consigo.
Agora, como lidar com meu eu negativo? Você deve estar se perguntando.
Primeiro, é preciso ter consciência dos momentos em que estamos manifestando negatividade e quais são seus gatilhos. Para isso, uma boa ideia é meditar.
Meditar não quer dizer apenas sentar na posição de lótus e “não fazer ou pensar em nada”. Claro que você pode meditar sentado e buscar manter sua atenção no presente – o que é diferente de não pensar em nada.
Mas também pode praticar a atenção plena, a presença no aqui e no agora, enquanto redigi um relatório no trabalho, conversa com alguém, lava louças, brinca com os filhos ou sobrinhos, dirige etc.
É melhor viver em atenção plena do que sentar 20 minutos por dia para meditar e deixar-se levar pelo fluxo de acontecimentos nas demais 23h e 40 minutos do seu dia.
A atenção plena é importante e sugiro que seja o primeiro passo em busca de qualquer mudança na vida, pois ela nos ajuda a ter mais clareza sobre o que está acontecendo conosco e o que nos fez estar assim.
Ela evita que a gente apenas viva no modo reativo.  É consciente do que acontece com a gente que podemos escolher a melhor alternativa para tratar o problema.Mais sobre meditação aqui!

Mais do mesmo, como assim?

Simultaneamente à meditação você pode adotar a prática da gratidão. Se você é um leitor regular do blog, essas dicas podem soar como mais do mesmo, mas não são.
Tanto a meditação quanto a gratidão podem impactar nossa vida em diferentes áreas. Então, se já leu outros posts sobre o tema e ainda não implementou tais práticas, saiba que ambas podem ajudá-lo a combater sua negatividade.
A gratidão é antídoto para a negatividade pois com sua prática aos poucos a gente rega a sementinha de reconhecimento do que é bom na nossa vida. Essa plantinha vai crescendo e quando menos esperamos nos damos conta do quão afortunados somos simplesmente por estarmos respirando.
Com atenção plena, ao perceber se estamos sendo negativos, podemos aceitar o fato sem nos apegarmos à ele. Investigar as razões da negatividade, se possível registrá-las por escrito, áudio ou vídeo.
Em seguida, deixamos a negatividade ir e redirecionamos nosso pensamento para o presente, ou agradecemos por algo positivo. Pode ser algo simples, como o bom dia do porteiro.
Caso seja uma pessoa negativa, talvez pense o seguinte: “Lindo tudo isso, mas não funciona, minha vida é uma #@!”
A mentalidade negativa é como aquele amigo que tem argumento para tudo. Vai lutar com todas as suas forças para validar o copo meio vazio.

O outro negativo

Se você não é uma pessoa negativa ou já aprendeu a lidar com sua negatividade, o problema são os outros. Percebeu que gosto muito de falar sobre o outro por aqui? Esse ser às vezes amado e odiado. É muito difícil viver sem o outro, pois ele está em casa, no trabalho e na rua. E em todos esses lugares podemos nos deparar com o outro negativo. Como lidar?
Querer mudar o outro é perda de tempo, então vamos pular essa parte. Quando convivemos com pessoas negativas podemos adotar comportamentos que blindem a negatividade alheia, como ignorá-las. Mas antes de sair evitando todos que classifica como negativos - pois nem sempre é possível, afinal, como evitar o chefe ou mesmo o namorado, pais ou filhos negativos? Nem todo mundo é descartável em nossas vidas. E, se for, não deveria.
Antes de listar nomes do nosso caderninho de relacionamentos a melhor alternativa é praticar compaixão. Buscar entender por que a pessoa está manifestando negatividade ou é negativo. Como mencionei, é importante diferenciar a primeira da segunda.
Um amigo pode começar a manifestar negatividade porque está passando por algum problema. Nesse caso, vale a pena ter paciência  e entender que talvez a negatividade seja um grito de desabafo ou ainda de socorro.
Seja empático, apoie sem ser complacente. Pode ser que escutando e se interessando pelo problema do outro a gente consiga ajudá-lo a enxergar “soluções”.
Caso a pessoa negativa não seja alguém querido, isso também não é motivo para descartá-la. O outro “não querido”, também merece nossa compaixão.
A pessoa negativa crônica é mais complicada de lidar, pois pode ser difícil mapear as origens da sua negatividade e manifestar compaixão por ela, já que este é seu estado natural. Mas é aí que mora nosso maior desafio na condição humana.

Para sobreviver à negatividade, seja um representante da positividade

Especialmente com os negativos crônicos é que precisamos ser gentis. As raízes da negatividade crônica são profundas, e possivelmente seus portares são sabem como lidar com o que os aflige.
Alguns podem nem perceber como a negatividade afeta tanto eles quanto as pessoas ao seu redor. Outros, embora percebam, por não saberem o que gera tal comportamento vivem em um círculo vicioso de reconhecimento e manifestação do problema. Ciclo que gera mais e mais sofrimento.
Neste caso é importante estimular a pessoa a buscar ajuda profissional. E, se necessário, afastar-se dela.
Ao fomentar a boa vontade e a gentileza não quero dizer que devemos fazer parte do sofrimento da pessoa negativa. Mas sim praticar compaixão e “combater” sua negatividade pelo exemplo.
Pessoas positivas geralmente são inspiradoras. Portadoras dos bons ventos, mesmo diante das adversidades resistem ao copo meio vazio. Sofrem como qualquer ser humano, mas buscam a melhor perspectiva. Claro, sem fazer a Pollyana. Afinal, extremos são míopes. 
Se a negatividade do outro nos afeta em demasia é sinal que precisamos nos fortalecer. Para nos blindar da negatividade alheia podemos nos tornar representantes da positividade. Pois, assim como o negativo, temos potencial de contaminar outras pessoas.
O que achou dessa conversa? Convive com pessoas negativas ou tem dificuldade de lidar com a própria negatividade? 

Beijo :)
Aline

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