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Meu melhor conselho para a vida: torne a presença sua prioridade

Respiro

Sofrendo aí tentando equilibrar vários pratinhos? Calma. Hoje compartilho com você um conhecimento simples e essencial que pode contribuir para que consiga fazer caber tudo o que importa na vida.

Meu olhar está cada vez mais treinado para encontrar beleza e aprendizados no cotidiano. Isso ocorre com mais frequência porque minha prioridade hoje é exercitar a presença.

O que isso quer dizer? Significa que quero realmente estar onde estou. Sentir o que estou sentindo. Viver o que estou vivendo.

Por quê?

Porque em meio às tarefas do dia a dia nos esquecemos desse clichê mega importante de que a vida acontece aqui e agora. O passado do qual nos orgulhamos ou nos arrependemos, bem como o futuro que a gente tanto sonha estão sendo construídos neste exato instante. É óbvio, eu sei. Mas pergunto: você realmente vive com presença ou apenas segue o fluxo? Pega uma xícara de chá ou café aí, pensa e responde no seu tempo.

Por mais lindo que isso tudo soe, sei que é difícil demais estar 100% presente 24h por dia, 7 dias por semana e 365 dias no ano. A gente se envolve profundamente no fluxo de compromissos e responsabilidades cotidianas. E algumas tarefas fazemos no automático, como dirigir. O que é saudável já que nosso cérebro precisa "guardar energia" para atividades mais complexas.

Contudo, pode ser que de vez em quando role aquele clique. Despertamos por conta própria ou por meio de algum sacode que a vida dá: tipo algo ruim, muito ruim, ou suuuper ruim acontece e chegamos à conclusão de que estamos vivendo no automático. Não apenas realizando algumas tarefas no automático.

Falo isso porque estou sempre pregando a importância da presença, mas outro dia me peguei sendo bem incoerente. Como uma profissional confessa no ato de procrastinar fazer malas, em dezembro do ano passado estava eu em uma quinta-feira à noite pré-viagem, organizando o que levar para passar uma semana na casa de uma irmã e mais quatro na casa dos meus pais. Após alguns minutos separando o que levar, percebi que havia reunido um monte de livros, canetas, bloquinhos de anotações, post it etc. Caso não tenha entendido, estava empacotando trabalho.

Naquela semana havia feito um lindo planejamento para o ano seguinte e na empolgação de colocar a mão na massa, queria levar trabalho na mala para produzir no período que havia decidido passar com a minha família e amigos. Produtiva ela, certo? Errado. Muito errado, Aline.

Quando vi que minha mala tinha mais "trabalho" do que roupas, pensei: "putz! Estou sabotando o rolê antes mesmo de ele começar." Afinal, se estou viajando com a intenção de estar com as pessoas que amo, a ideia é estar lá, de verdade.

Após me repreender, fiz um acordo comigo. Decidi levar alguns livros, bloquinhos e post it para não sofrer uma crise de abstinência. Mas me comprometi apenas com a manutenção dos posts no Instagram do Pessoa Melhor em um horário específico e tocar algumas atividades do processo de reformulação do blog que são prioridade. O que não estava nesse escopo seria imediatamente bloqueado quando começasse a clamar pela minha atenção.

Não sei como é a relação com a sua mente, mas na minha há um constante conflito entre um milhão de coisas implorando por atenção. E a gente pode mediar esse processo ou apenas seguir seu fluxo aleatório. Alguma dúvida sobre qual é a melhor alternativa?

Pensamento:
"Aline, lembra que você precisa editar o framework do A.MA.BI.LI.DA.DE?"
Consciência: "Tá no escopo da viagem, mente? Tá programado para ser feito agora?"
Pensamento: "Não" :(
Consciência: "Então vamo focar no aqui e agora, miga".

Sim, dá pra amar o que fazemos e outras muitas coisas também

Com base em observações empíricas e relatos, acredito que quem trabalha remoto, empreende, curte muito o que faz e/ou tem prazer em aprender, está constantemente "trabalhando". Essa galera, na qual me incluo, tem "um pouco" (pra ser generosa) de dificuldade de virar a chavinha on/off.

A gente está sempre conectando os pontos. Por exemplo, não é raro eu colocar a cabeça no travesseiro e ter um insight (vulgo, momento eureka!). Aí pego o celular (me condenando mentalmente) e começo a digitar uma nota no Evernote. O plano era dormir x horas, quando vejo já são z horas.

Meus rituais noturnos, como tomar chá e ler um livrinho ajudam a avisar o cérebro de que está na hora de conceder o seu merecido descanso. Mas também não é raro o livro que estou lendo gerar algumas ideias. Aí sou eu mesma que tenho que falar: "migo cérebro, chega. Basta. Vamos dormir, cara."

Pois é, agora você descobriu que não sou naturalmente plena. E digo mais, é muito difícil uma pessoa criativa ser, porque reforço: estamos o tempo todo conectando ideias.

Mas a real é que tudo o que estudo está relacionado ao meu desenvolvimento pessoal (que influencia no profissional), ou de pessoas queridas que desejo ajudar.

Comecei a me interessar por meditação e autoconhecimento em um período de muitas dúvidas. Busquei informações sobre bons hábitos e produtividade para ter mais qualidade de vida e melhorar as minhas entregas.

Aproveito para esclarecer que produtividade não tem nada a ver com trabalhar muito, mas sim de forma inteligente. Sempre trabalhei demais e não necessariamente gerava resultado na mesma proporção. Hoje meu foco é trabalhar menos e ter mais resultado. Não porque não curta trabalhar. Tenho a alegria de gostar muito das atividades que realizo.

Mas "jovem senhora" que estou, vivo aquele período em que a gente tem mais clareza do que quer ou não, é mais prático e objetivo e tem muita vontade de criar espaço para outras coisas legais que deseja viver, que envolvem trabalho e, também, atividades que estão para além dele, como: conhecer lugares e aproveitar a companhia das pessoas que eu amo enquanto habitamos o cosmo, entre outros.

Cabe tudo, se a gente quiser fazer caber. E acredito que isso é a essência do pensamento abundante. A ideia de que tem para todo mundo e de que dá para ter ao mesmo tempo paz, saúde, amor, dinheiro etc. Talvez um desses aspectos ganhe mais espaço do que o outro nas nossas 24h por dia, 7 dias por semana e 365 dias no ano, mas com certeza um não elimina o outro.

Confia em mim porque cabe, gente. Com jeitinho cabe todo mundo. Como?

Com presença.

Com presença fazemos caber tudo o que importa na vida da gente

Já falei em uma conversa sobre meditação da atenção plena que caso alguém me pergunte como começar seu processo de autodesenvolvimento, eu com certeza vou falar: meditando por conta própria, fazendo um retiro de meditação ou por meio de alguma outra forma de praticar/exercitar presença.

Por quê?

Porque ajuda a gente a criar espaço. Você provavelmente já me escutou falar isso em algum lugar rs. Mas sabe o que quero dizer com "criar espaço"?

É simplesmente conseguir perceber o fluxo mental e sair do automático.

Quando NÃO criamos espaço vivemos no modo reativo. Apenas cumprindo tarefas, sem, na maioria das vezes, curtir a jornada. Tipo eu fazendo uma mala de trabalho para um período que seria dedicado PRIORITARIAMENTE às pessoas que estariam comigo. Eu já havia decidido que elas seriam prioridade para mim enquanto eu estivesse lá. Ainda bem que meu clique/despertar surgiu assim que observei os itens que havia organizado para colocar na mala.

No digital rola um eu integral

Não acredito que dê para departamentalizar a vida. Afinal, somos a mesma pessoa apenas desempenhando papéis distintos em diferentes espaços. Posso ser filha, irmã, tia, paquera/namorada/esposa, colaboradora, colega de trabalho, líder, amiga, estranha na fila do pão, pessoa gentil que ajuda idosos a atravessarem a rua etc.

Essa unicidade da gente e o rompimento de fronteiras fica ainda mais evidente na Era digital em que vivemos, porque estamos o tempo todo conectados. Já parou para pensar que pelo WhatsApp ao mesmo tempo interagimos com a família e amigos, resolvemos assuntos de trabalho, pedimos comida, debatemos política? (sobre política, eu não - só converso sobre isso presencialmente e com um grupo seleto de gente que mereça a minha atenção. Tenho MUITA PREGUIÇA de supostos debates políticos, ou sobre qualquer tema, em que não há interesse genuíno pelo outro, apenas a intenção de reafirmar "verdades". Faço a egípicia, mesmo. E se quiser manter sua saúde mental e emocional, sugiro que faça isso. Pode copiar, ligo não rs).

Voltando ao tópico central aqui, curto muito a fluidez do digital e com certeza minha essência entra em conflito com a lógica industrial. Está perdido nessa parte da conversa? Confira esse bate-papo aqui: Lifelong learning e educação emocional para fluirmos na transformação digital. Mas percebi que para viver no digital fazendo, aprendendo e compartilhando mais sobre o que amo, e ainda viver outras muitas experiências na vida, é primordial eu adotar a presença como mantra e prioridade.

Meu principal objetivo na vida é estar 100% presente onde estou e no que estou fazendo. Dá pra viver de tudo um pouco, desde que a gente esteja presente no tempo reservado para cada "coisa".

Então, se estou com a minha família e amigos. Realmente estou com a minha família e amigos. Se estiver com você, estarei com você. Outro dia, inclusive, falei no Instagram que conexões genuínas têm mais a ver com a qualidade das nossas interações e com as emoções e os sentimentos que geramos uns nos outros, do que com a quantidade de pessoas que temos na nossa vida ou com a quantidade de tempo que passamos com elas.

Por exemplo, uma das pessoas com quem tenho conexão mais profunda é minha sobrinha, que vejo duas vezes no ano. Mas nossas interações por telefone e presenciais são tão cheias de afeto que parece que estamos aqui, coladinhas, uma na outra. Quando estamos juntas presencial ou virtualmente, estamos de verdade.

Ou seja, o momento e o que vivo nele é o mais importante para mim.

PRESENÇA.

Tatua aí no pulso, anota na agenda, escreve em um post it e cola no notebook: PRESENÇA.

Hoje estou fisicamente longe de várias pessoas que amo, mas isso não me entristece. Foi uma escolha que fiz porque conversa mais com meus objetivos, e em geral fico bem em paz com as minhas escolhas. Atualmente a culpa só bate à porta quando não estou onde estou. Quando percebo que isso está ocorrendo, trato de corrigir a rota. Tipo no exemplo da mala.

Como disse no início dessa conversa, não é fácil estar presente o tempo todo - e na realidade é mais saudável fazer algumas tarefas no automático. Mas cuidado para não viver uma vida no automático. Treinar a atenção é um esforço intencional que vale a pena, juro.

Além de viver, de verdade, cada experiência, aos poucos seu olhar também estará mais treinado para identificar beleza e aprendizados no cotidiano.

Beijo :)
Aline