Acreditamos que pessoas mudam o mundo. Receba nosso melhor conteúdo com exclusividade

Grandes anos têm grandes dias. Como definir, planejar e realizar nossos objetivos

Bons Hábitos

Listas de objetivos são ótimas, mas caso a gente não adote um processo para tornar os objetivos parte da nossa rotina diária, possivelmente eles jamais serão concluídos. Por isso compartilho com você o processo que desenvolvi para incluir meus objetivos no dia a dia e, assim, poder ticá-los na lista.

O novo ano chegou silencioso para mim. Após uma sequência de meditações nos levantamos e saímos do salão.  Foi só aí que questionei: será que já é meia noite? Busquei  o celular e me dei conta de que eram cinco para uma. Sim, já estávamos em 2018, e ele chegou sem euforia e ansiedade, bem tranquilo. 

Passei a virada em um retiro, do jeitinho que eu gosto (e algumas pessoas não entendem). Para minha alegria, ocorreram alguns imprevistos na programação do evento. Inscrevi-me na expectativa (olha o perigo) de entender mais sobre intuição. Embora soe bem tilelê, aquela voz interior que de vez em quando nos orienta é pauta de pesquisa científica.

Enfim, para minha surpresa a nova programação abordou muito do que conversamos no decorrer do último ano. O tema central era: “Grandes anos têm grandes dias”. Parecia que o facilitador e eu havíamos conversado antes de chegarmos ali, pois o assunto do encontro conversa exatamente com este post escrito antes de eu partir para o retiro.

Inspirada por essa sintonia de intenções, propósito, metodologias de trabalho e forma de enxergar a vida, decidi modificar o título desta conversa. Pois sim, grandes anos são compostos de grandes dias.

Como ter grandes dias? Do macro ao específico

Fazer listas de objetivos para o ano ou para a vida é ótimo! Sou adepta de listas para quase tudo. O problema em criar listas de objetivos aparece quando nos limitamos à esta ação. Pois os objetivos possivelmente nunca se tornarão realidade caso a gente não desenvolva e aplique sistemas que nos mantenham conectados diariamente com nossos objetivos.

Devido meu interesse por autoconhecimento e autodesenvolvimento, há algum tempo experimento diversas maneiras e ferramentas para organizar os meus dias. Com isso, aos poucos fui incorporando métodos de terceiros até constituir um que melhor atende as minhas necessidades.  Atualmente o meu método se constitui em duas etapas. A primeira consiste nos seguintes passos:
  1. Clareza de propósito (Compartilhei minha interpretação do termo na conversa: Quem tem um porquê enfrenta qualquer como? Qual o seu propósito?
  2. Definir objetivos com base no propósito
  3. Criar metas (utilizo a técnica SMART, que não explico aqui porque tem conteúdo bacana sobre o tema na internet, só pesquisar)
  4. Listar tarefas referentes às metas


Ou seja, a partir do meu propósito defino os objetivos, as metas e tarefas que farão parte da minha rotina. E é aqui que mora o perigo. Todo o trabalho que realizamos até este momento pode se perder caso não seja adotado um sistema para execução das tarefas que surgiram como um desdobramento do propósito. As tarefas são a menor partícula do nosso propósito.

Ótimo! Entendi a lógica. Agora, como colocar em prática?

Colocar a mão na massa e se manter engajado para concretizar objetivos talvez seja um grande desafio para muitas pessoas. Isso ocorre especialmente com quem não gerencia o próprio tempo e não tem clareza de propósito. Assim nossos sonhos ficam em segundo plano pois estamos sempre priorizando as demandas dos outros ou nos perdendo em meio as tarefas do dia a dia.

Aqui entra a segunda etapa do meu processo. Geralmente, no final da semana reviso a agenda e determino um ou dois objetivos (originados do meu propósito) para focar na semana seguinte, o que consequentemente já define as metas e tarefas prioritárias para os próximos dias.  Com isso em mente identifico e insiro na agenda as atividades mais urgentes e importantes com base na matriz de Eisenhower.

Com o tempo descobri que funciono melhor organizando minha agenda em blocos de tarefas. Assim, como a vida também é composta por outras tarefas aleatórias que não contribuem diretamente com o meu objetivo, como fazer supermercado, comparecer a consultas médicas, pagar contas etc, designo um dia ou um período do dia para isso. Falo que tais tarefas não contribuem diretamente, porque indiretamente elas contribuem sim. Nosso bem-estar é prioridade, sempre.

Ah, estipulo horário para responder email e WhatsApp, mas confesso que abro exceção para algumas pessoas especiais para mim com as quais interajo fora desses horários (meu calcanhar de Aquiles). Sou adepta de uma rotina matinal e noturna que me centra, me coloca mais em contato comigo e com o meu propósito. Tais rotinas me ajudam a reconectar com a paz interior que todos temos. Também me preocupo em fazer um balanço diário das minhas atividades, o que aumenta meu foco e clareza mental.

Há uma multiplicidade de métodos e ferramentas analógicas e digitais que ajudam a gerenciar esse processo. Hoje em dia me organizo por meio dos blocos de notas Keep It e Evernote, do calendário do Google e do Trello (uma ferramenta para gestão de projetos).

Embora tudo isso pareça engessar a vida, na realidade só a torna mais leve e fluida, e está contribuindo para eu cumprir meu propósito, mantendo ele pertinho de mim dia após dia. 

Gerenciamento pessoal, um desafio constante
Compartilhei superficialmente o meu sistema porque percebo que a gestão de si mesmo é um desafio constante e enfrentado por um grande número de pessoas, que interfere diretamente na realização de objetivos.

Se esperarmos motivação ou inspiração para começar algo, provavelmente começaremos poucas coisas e finalizaremos menos ainda na vida. Para iniciar e concluir objetivos precisamos nos planejar e focar em sistemas que nos conduzam em direção aos resultados esperados.

O gerenciamento pessoal tem se tornado mais urgente diante da reconfiguração do mercado de trabalho, que privilegia profissionais mais autônomos. Como disse Neil Gaiman, “cada vez mais o mundo é freelance”.  Seja para empreender ou atuar como colaborador em uma empresa é imprescindível que sejamos capazes de nos auto gerenciar. E isso só contribui para o aumento do nosso nível de satisfação com a vida.

O que achou do meu processo? Adota um só seu?
Beijo :)
Aline

Gostou do artigo? Compartilhe este conhecimento com seus contatos!
Compartilhe no whatsapp
Compartilhe no Linkedin