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Faça boa arte ainda que em tempos de adversidade

Respiro

Sabia que é possível fazer "boa arte" sem necessariamente ser artista? Caso não, vem entender a prática da "boa arte" como uma postura que pode nos ajudar diante das adversidades na vida.

Outro dia assisti a um vídeo de Neil Gaiman, no YouTube, chamado "Faça boa arte". Era seu discurso feito para formandos da University of the Arts London. Apesar de artistas serem o público-alvo da mensagem, suas palavras conseguem tocar qualquer ser humano que tenha enfrentado, esteja passando ou vai se deparar com tempos difíceis.

Em um trecho do discurso, Gaiman diz o seguinte:

"Às vezes a vida é difícil, as coisas dão errado na vida, e no amor, e nos negócios e na amizade e na saúde e de todas as outras formas que a vida pode dar errado.
E quando as coisas ficarem difíceis, é isso que você deve fazer.
Faça boa arte.
Eu falo sério.
O marido fugiu com um político.
Faça boa arte.
A perna foi esmagada e então comida por uma jibóia mutante?
Faça boa arte.
A Receita Federal está atrás de você?
Faça boa arte.
Alguém na internet acha que o que você está fazendo é idiota ou maligno ou já foi feito antes?
Faça boa arte.
Provavelmente as coisas vão se acertar de algum jeito, eventualmente o tempo fará a dor passar e isso nem importa.
Faça o que só você pode fazer melhor.
Faça boa arte.
Faça nos dias ruins.
Faça nos dias bons também."
Lindo e fortalecedor demais, não é?


Lembrei do discurso após assistir o documentário Gaga: Five Foot Two, que mostra os bastidores da produção do álbum mais recente de Lady Gaga e da sua apresentação no Super Bowl.

Apesar de não acompanhar a carreira de Gaga, decidi assistir seu documentário em um domingo preguiçoso, e tive uma grata surpresa. Sem me ater à avaliações técnicas sobre a produção pois não é minha expertise, só posso dizer que Gaga é a personificação da prática da boa arte em tempos de adversidade.

No documentário, o que não faltam são adversidades na jornada da artista, representadas pelo término de um relacionamento amoroso, pela dor física provocada pela fibromialgia, pela pressão e responsabilidade em torno do trabalho e pelo trauma familiar devido à lembrança da morte de uma pessoa querida. Pode ser que falte alguma adversidade aqui.

Talvez você não curta o trabalho da artista, não goste dela ou de algo nela, mas prometo que será difícil não reconhecer que Lady Gaga é uma exímia representante da boa arte, no sentido da minha interpretação do discurso de Gaiman.

Faça boa arte: uma postura diante das adversidades da vida

Em interpretação livre, muito livre, fazer boa arte tem mais a ver com uma postura que podemos adotar diante dos desafios que a vida nos apresenta. Fazemos boa arte quando entregamos nosso melhor para o mundo em tempos difíceis. Quando somos bons pais ainda que diante do desemprego, um bom profissional em um ambiente hostil, positivos ou persistentes enfrentando uma doença grave.

Caso não conheça o discurso de Gaiman, sugiro que assista o mais rápido possível. Sem dúvidas, eu poderia fazer uma série de reflexões inspiradas em diferentes trechos da fala do escritor, pois ele consegue conversar comigo profundamente nos 20 minutos em que costura palavras.

Inclusive o discurso está adicionado em uma de minhas pastas de favoritos no YouTube, porque de vez em quando - especialmente nos tempos de adversidade, preciso visitá-lo para me lembrar de que é preciso continuar fazendo boa arte.

E então, como tem praticado boa arte na sua vida?

Beijo :)
Aline
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