Acreditamos que pessoas mudam o mundo. Receba nosso melhor conteúdo com exclusividade

Dicas para conviver com nossos gatilhos de estresse

Bons Hábitos

Nem sempre podemos evitar os gatilhos de estresse. Eles estão por aí nos rondando no dia a dia. No meu caso, ter um mundo de conteúdo para consumir e infinitas listas de tarefas a fazer com certeza criam a tensão necessária para o estresse se manifestar. Nesta conversa compartilho minhas alternativas para lidar com os meus gatilhos de estresse.

Há tanto acontecendo ao nosso redor, o tempo todo e ao mesmo tempo, como decisões a serem tomadas, mudanças planejadas (e inesperadas), que é mais fácil ser inundado pelo estresse do que pela serenidade.

Assim, embora de vez em quando eu repita para mim mesma que felicidade é o caminho, não uma linha de chegada (acredito que são palavras de Gandhi), não raro me pego perdida num labirinto de estresse, vagando no presente de olho no futuro. E aí esqueço de aproveitar a jornada.

Quando isso ocorre me incomoda bastante, mas esse processo também ajuda a reconhecer minha condição humana e a necessidade de me manter desperta.

Na maior parte do tempo consigo ter consciência de quando estou estressada e identificar o que me deixou (e me deixa) nessa situação, e acredito que isso ocorre especialmente por conta da minha rotina de meditação e ioga, que me ajudam a treinar a atenção e aumentar a autoconsciência emocional.

O que percebo que não ocorre com muitas pessoas, que só se dão conta de que o estresse fez morada após serem nocauteadas por ele. O estresse grita, grita alto, tão alto que deixa marcas. Tal manifestação pode materializar-se no ato de roer as unhas, na insônia, na queda de cabelo, por meio de alergias, acne, dores de cabeça etc.

Para evitar que o estresse nos abrace de jeito, o melhor é buscar identificar quais são os nossos gatilhos e preparar o terreno para que o estresse não encontre condições propícias para florescer.

Dois dos principais gatilhos de estresse em mim são 1) o consumo excessivo de conteúdo. Eu realmente consumo MUITO conteúdo e sempre tenho um monte de conteúdo pendente clamando pela minha atenção, e isso me deixa bem ansiosa,  e 2) as infinitas listas de tarefas a fazer. Mesmo adotando diferentes técnicas de produtividade, já me senti paralisada diante da agenda, ao tentar organizar inúmeras tarefas e compromissos.

Quando percebo que estou mais tensa, ansiosa ou com dificuldade de me manter focada, recorro à três atividades que me ajudam a fazer um processo de descompressão. Ou seja, aliviar a pressão.

1.Respiração diafragmática

Fazer algumas respirações diafragmáticas (profunda, mesmo) ajuda a me centrar, sair da zona de tensão e entender que o mundo não vai acabar caso eu não consuma todos os conteúdos pelos quais me interesso ou opte por uma tarefa em vez de outra. O que a gente precisa mesmo é ser mais criterioso com o que dedicamos energia e tempo.

A mesma técnica também é muito útil diante de bloqueios criativos e produtivos. É muito difícil fazer conexões e criar algo sob tensão, bem como se concentrar em uma tarefa.

Hoje em dia ao me sentar para fazer uma tarefa, coloco o celular no modo avião, respiro profundamente e penso na atividade que deve ser feita. Simples passos como esses programam nosso cérebro para executar o que desejamos.  Falando em programar o cérebro, para algumas pessoas o uso de playlists para trabalhar também ajuda a entrar no clima.

2.Corra, apenas corra

Mas há dias que nem a técnica do diafragma me centra. E aí eu corro. Isso mesmo! Eu corro.

Não tenho o hábito de correr, bem que eu gostaria, mas ainda não consegui colocar a atividade no topo da minha lista de prioridades. Apesar disso, quando estou tensa e nenhuma das minhas alternativas usuais (meditação, yoga e chazinhos) me ajudam a sair do transe da ansiedade, coloco o tênis e corro.

Atividades físicas que geram endorfina são ótimas para fazer a tal descompressão. A corrida em si não resolve o gatilho do estresse, mas a descarga de energia libera minha tensão e me ajuda a pensar com mais serenidade e clareza sobre o que e como fazer para resolver o dilema em questão.

3.Dançar, conversar e se divertir

Outra alternativa que me socorre quando os níveis de estresse ultrapassam os limites manejáveis, é me divertir.

Nesse caso, não falo de se divertir assistindo filmes e séries, o que  também gosto muito de fazer. Aqui me refiro a dançar (sozinha ou acompanhada), cantar em alto e bom som, sair para conversar ou fazer qualquer outra atividade lúdica que me tire do círculo vicioso de estresse.

E aí, quais são os seus gatilhos de estresse? Como irá gerenciá-los?

Pode ser que você se identifique ou não com os meus gatilhos de estresse e com o meu modo de lidar com eles. Mas sempre vale ressaltar que cada um de nós é singular e antes de adotar a experiência alheia precisamos identificar o que se aplica ou não ao nosso contexto. E para chegar à essa conclusão é preciso treinar o olhar com base na auto-observação.

O bacana mesmo é a gente entender quais são os nossos gatilhos e evitar criar condições para que eles se manifestem. Tipo eu posso me organizar direitinho para não me sentir sob pressão porque tenho que consumir um tantão de conteúdo e cumprir diversas atividades.

Contudo, quando o estresse faz morada apesar de utilizarmos diversas estratégias, aí é legal saber o que nos ajuda a despressurizar e, assim, aproveitar a jornada em vez de apenas contemplar a linha de chegada no horizonte, que pode ser representada pelo número de tarefas concluídas no dia ou por um objetivo a médio e longo prazo.

Agora me conta, quais são os seus gatilhos de estresse e como você lida com eles no seu dia a dia?

Beijo :)
Aline


Gostou do artigo? Compartilhe este conhecimento com seus contatos!
Compartilhe no whatsapp
Compartilhe no Linkedin