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Descubra como comunicar o amor e sentir-se amado

Educação Emocional

Duas pessoas podem amar-se de forma recíproca e, ainda assim, não se sentirem amadas. Pois uma expressa amor de maneira que não acessa a outra, e vice-versa. Descubra como comunicar o amor de forma efetiva e sentir-se amado em suas relações interpessoais e, especialmente, na relação a dois.

Sabe dizer, de forma clara e objetiva, o que faz você se sentir amado?

É no contexto familiar onde aprendemos a ser amados e a comunicar o amor nas relações mais íntimas.

Logo, se você foi uma criança estimulada verbalmente (com elogios e palavras encorajadoras, por exemplo), é possível que sinta-se amado diante de "palavras de afirmação". Ou seja, por meio de expressões verbais motivadoras e da  apreciação sobre a sua personalidade, aparência ou realizações.

Já se no seu contexto familiar o afeto era demonstrado pela realização de atividades uns para os outros, como ajuda nos trabalhos da escola ou nas atividades domésticas, pode ser que sinta-se amado ao receber ajuda do outro em tarefas práticas do dia a dia. Essa linguagem do amor é denominada como "formas de servir".

Não é um fator determinista, mas adultos tendemos a experienciar o amor do modo que temos mais familiaridade. Do modo que aprendemos na infância

A questão é que, como nos relacionamos com pessoas que vêm de contextos diferentes, demonstrar afeto da maneira como nos sentimos amados não garante que o nosso amor será comunicado.

Por isso, não adianta utilizar palavras de afirmação com uma pessoa que entende que é amada ao ser ajudada, ou oferecer ajuda a quem valoriza a apreciação. Por mais amorosa que seja a atitude, ela não será recebida como uma verdadeira prova de amor.

Isso pode soar como algo bobo, mas a realidade é que a falta de conhecimento sobre como a gente e o outro comunica o amor pode fazer com que relações terminem antes de começar e relacionamentos se tornem insustentáveis.

Isso fica mais evidente nas relações a dois.

Para evitar que os nossos relacionamentos se desgastem e rompimentos desnecessários ocorram, podemos aprender a linguagem do amor do outro e ensiná-lo a nossa. Mas para isso é preciso humildade e dois corações dispostos, pois amar e ser amado não é uma tarefa fácil.

Pelo contrário.

Na realidade, é bem mais trabalhosa do que as produções culturais nos fazem acreditar.

E isso tem a ver com a diferença entre o amor e a paixão.

O amor é racional e construído na relação com o outro

Eu sei, dizer que o amor é racional pode soar pouquíssimo romântico. As produções culturais (literatura, filmes, músicas, novelas etc) nos fazem acreditar que o amor verdadeiro baseia-se apenas na emoção. Mas isso é um equívoco que provoca muito sofrimento nas relações a dois.

O amor romântico eufórico é idealizado com base na paixão. A paixão não é uma escolha consciente, ocorre de forma instintiva. É caracteriza por um pico emocional, provocado por uma alteração hormonal que gera o estado de encantamento, curiosidade e excitação obsessiva em relação à outra pessoa. Tal estado dura em média, no máximo, dois anos.

Quando os nossos hormônios são normalizados temos a sensação de que o amor acabou. Na realidade, o que nos deixou foram os tais hormônios da paixão. Assim, como dependentes químicos, partimos em busca de um novo "amor" que promova aquele estado de excitação emocional.

Essa dinâmica pode explicar, em parte, os altos índices de divórcios e de pessoas frustradas na vida amorosa. Na busca pela excitação, e não necessariamente do amor, perdem a oportunidade de construir uma relação de qualidade.

Por isso enfatizo, diferente da paixão, o amor é racional. Racionalidade aqui não é sinônimo de uma relação morna, sem romance ou desapaixonada.

Falo isso porque o amor é baseado na conexão emocional e no esforço de fazer a relação dar certo. É a escolha diária pelo outro. Por construir uma relação em meio aos desafios cotidianos, imperfeições e diferenças de ambos.

Em meio ao furor da paixão nos cegamos para as falhas do outro e das dificuldades da relação. No amor decidimos trabalhar tais falhas e difiiculdades lado a lado.

Por isso, se ficarmos apenas à mercê da emoção, nunca cultivaremos um amor para a vida inteira. Até porque, como disse, a euforia da paixão tem prazo de validade.

Nutrimos o amor e mantemos uma relação apaixonada por meio dos pequenos gestos de atenção e cuidado com o outro. Gestos que nos geram emoções positivas realmente duradouras. Mas esses gestos têm que fazer sentido para o outro. Falar a linguagem do amor dele.

Do contrário,duas pessoas podem amar-se de forma recíproca e, ainda assim, não se sentirem amadas. Pois uma expressa amor de maneira que não acessa a outra. Não enche o seu "tanque de amor". Para manter o "tanque" de alguém cheio é preciso que a gente fale a sua linguagem do amor.

Quais são as linguagens do amor?

Gary Chapman, conselheiro de relacionamentos, diz que cada pessoa possui um "tanque de amor"  (tipo de posto de gasolina), que precisa ser preenchido com o "combustível" correto - no caso com a linguagem do amor da pessoa.

Assim como um idioma conta com diversos dialetos (variações da língua), as linguagens do amor podem ser comunicadas de diversas formas. Basta explorar a criatividade.

Chapman define cinco linguagens do amor:

  1. Palavras de afirmação

    A pessoa se sente amada diante da verbalização do afeto, elogios, palavras encorajadoras e bondosas. Isso quer dizer que falam e querem ouvir "eu te amo". Gostam de dar e de receber elogios (à refeição que prepararam, sua roupa, corte de cabelo ou aparência física em geral, etc).

    Precisam que seus esforços sejam valorizados. Se a pessoa dedicou horas do dia a um projeto, reconheça, valorize o seu empenho e demonstre apoio. Demonstrar apoio aos seus objetivos é imprescindível! Bem como falar palavras que as encorajem a buscar os seu objetivos.

    E sempre que comunicar algo, utilize palavras gentis e amorosas. Pessoas que têm essa linguagem como a sua principal forma de se sentir amada e de demonstrar amor podem ser mais sensíveis às palavras e até mesmo à entonação utilizada quando alguém comunica algo a elas. Ao adotarmos um tom mais seco, prático e objetivo podemos ferí-las sem a intenção.

  2. Qualidade de tempo (ou tempo de qualidade)

    A pessoa se sente amada quando recebe atenção exclusiva do outro. Isso pode ocorrer durante a realização de uma atividade juntos (cozinhar, passear etc) ou de uma simples conversa baseada na escuta ativa. Aqui não importa a quantidade de tempo. Por exemplo, ela se sentirá amada caso o parceiro demonstre real interesse nela em uma conversa de 10 minutos ao telefone.

    Quem tem a qualidade de tempo como a sua principal linguagem do amor, também tem a necessidade de compartilhar e de que o outro compartilhe seus pensamentos e sentimentos. Algumas pessoas podem ter mais dificuldade de expressarem-se.

    Uma maneira de treinar isso é observar como se sentem diante de determinadas situações e de forma intencional falarem para o parceiro. O simples fato de compartilhar o que incomoda, ou que está trabalhando bastante e percebe que seus esforços não são valorizados pode significar muito para o outro. Um sinal de que confia nele.

  3. Receber presentes

    Um presente é a representação física de que alguém lembrou ou pensou na gente. Para a pessoa que possui essa linguagem do amor como a principal, não importa o valor do presente sim o simbolismo. O fato de que o outro se lembrou dela. Quanto mais personalizado o presente, ou seja: conversar com a pessoa e com a história dos dois, mais relevante ele se tornará.

  4. Formas de servir

    Aqui a pessoa se sente amada quando o outro realiza tarefas que ela aprecia, mostra-se presente e como alguém com quem ela pode contar. Isso pode ser expresso por meio da oferta de ajuda, da realização de atividades domésticas (lavar louças, retirar o lixo, cuidar das crianças etc) ou da contribuição em um projeto do trabalho importante para ela.

  5. Toque físico

    Quem tem o toque físico com a sua principal linguagem do amor, pode valorizar muito a relação sexual, carícias no dia a dia como um cafuné, abraços, andar de mãos dadas etc. Para se sentir amado a pessoa precisa de estar em contato sensorial com o outro. O segredo aqui é descobrir qual tipo de toque a pessoa gosta e investir nisso.

Todos adotamos uma linguagem do amor principal e as demais de forma secundária, que podem ser classificadas por ordem de importância. Assim, se sua linguagem do amor principal é "palavras de afirmação", isso não quer dizer que não gosta de receber presentes ou de passar um tempo ao lado do parceiro. Apenas revela que se sente verdadeiramente amado quando o outro te aprecia e expressa essa apreciação.

E é nisso que temos que focar nas nossas relações a dois: na expressão da linguagem do amor do outro. Pois dessa forma manteremos o "tanque de amor" dele sempre cheio. E se o "tanque de amor" está no nível mais alto, não sentirá necessidade de buscar amor em outro lugar.

"Lindo, mas tenho preguiça. A pessoa tem que me amar como ofereço amor!"

Se está achando esse papo muito trabalhoso, preciso alertá-lo de que dificilmente alguém conseguirá permanecer em um relacionamento no longo prazo sem ser nutrido pela sua principal linguagem do amor.Você, inclusive.

Vamos fazer um exercício de empatia para esclarecer isso?

Imagine que você precisa ser apreciado para sentir-se amado e convive com alguém que não reconhece seus esforços. Apenas o critica, nunca o elogia, ou diz que te ama. Infelicidade na certa. Da mesma forma, seu parceiro será muito infeliz se nunca puder contar com a sua atenção.

Para que a relação seja fortalecida é imprescindível que ambos estejam dispostos à sairem da zona de conforto e fazer um esforço intencional para praticar a linguagem do amor do parceiro, que pode não ser natural para si.

Como Chapman diz, "quando determinada atitude não é espontânea em você, torna-se uma expressão de amor muito maior."

Então vamos nos amar direito, combinado?!

A linguagem do amor como uma forma de fazer dar certo

Ao longo da vida encontraremos algumas pessoas que soam certas para nós: compartilham valores, interesses, perspectivas, nos enriquecem e realmente parecem nos amar.

O cenário perfeito, certo? Errado.

É possível encontrar a "pessoa certa" ou "alma gêmea" e, ainda assim, manter um relacionamento difícil. O simples fato de não conseguirmos comunicar o nosso amor para ela, e ela por nós, pode desgastar a relação e provocar seu rompimento.

Quando não nos sentimos verdadeiramente apreciados pelo outro surge o vazio e carência emocional. Com isso, criamos espaço para a mágoa, raiva e para o sentimento de insatisfação - baseado na ideia de que doamos mais do que recebemos.

Esse contexto cria espaço para que sentimentos bonitos se tornem destrutivos.

Por isso, mesmo que a sua relação esteja bastante desgastada, vale a pena expressar o amor de forma ativa utilizando a linguagem do amor do outro. Isso pode gerar o clima emocional para curar feridas de conflitos presentes e passados.

Quando você começa a falar a linguagem do amor do outro, inicia-se um ciclo de geração de emoções positivas nele. Isso aos poucos pode melhorar a qualidade da relação. Com a melhora do clima você pode começar a ensinar ao outro a sua linguagem do amor.

Afinal, ambos devem estar com os seus respectivos "tanques" cheios.

A comunicação ativa do amor evita muitas frustrações e desencontros. Inclusive que a relação chegue ao fim. É uma importante maneira de fazer um relacionamento dar certo, mesmo quando parece que está dando tudo errado.

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Além da linguagem do amor, invista na comunicação

Se a sua relação a dois, e até mesmo relações interpessoais (em família, amigos, colegas de trabalho), está difícil ou insustentável, antes de partir: converse. Talvez o problema seja a diferença entre a forma como comunicam o amor (ou apreciação) ou, ainda, outras questões.

Toda relação de qualidade é baseada em conversas francas, transparentes e honestas. De modo que as pessoas podem expressar o que funciona ou não para elas.

Falo isso porque estou no time que acredita 1) no vai lá e faz, e se não der certo é aprendizado, 2) que pessoas não são descartáveis e 3) que construir uma relação de qualidade requer vontade e dedicação.

Ou seja, novamente, vale a pena tentar.

Só não devemos nos demorar onde não há interesse e esforço recíproco, e violência (física e emocional). Se for o caso, corte o laço, e rápido.

Se depois da conversa uma pessoa, ou ambas, não estiverem dispostas à melhorar a comunicação do amor ou os demais aspectos conversados, para preservá-los de mais sofrimento, a alternativa é cada um seguir o seu caminho.

Assim, ambos criam espaço para que outro alguém mais alinhado com as suas necessidades e compatível com a sua linguagem do amor, ou que esteja disposto à exercitá-la, faça morada em seus corações.

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Beijo :)
Aline

 

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