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Desafio 12hx12h. Quanto tempo você fica conectado?

Bons Hábitos

Estamos conectados praticamente o tempo todo. A tendência é que a gente fique cada vez mais. Que tal refletir sobre como fazer o uso positivo de tanta coisa boa que está aqui e que ainda está por vir? Assim a gente pode realmente usufruir das benesses da Era digital, em vez de ela nos usar.

Janeiro foi um mês de muitos desafios para mim. E um deles foi ficar menos conectada. Uma daquelas promessas de ano novo, sabe? Há algum tempo percebi que fico muito tempo diante das telas, computador, smartphone e tablet. Não sei se ocorre apenas comigo, mas tenho a sensação de que isso me suga muita energia. Vitalidade, entende?

Sou apaixonada por tecnologia. Como contei para você no post Livros, séries e filmes que ajudam a desenvolver autoconhecimento, entre a pré-adolescência e adolescência mergulhei tanto nas páginas de livros de divulgação científica, tipo os de Carl Sagan, quanto nos livros e filmes de ficção científica. Já no início da vida universitária meus olhinhos brilharam ao descobrir o transumanismo (ou transhumanismo) e os estudos sobre futurismo de Ray Kurzweil.

Mas por que estou contando isso para você? Para deixar claro que sim, sou apaixonada por tecnologia. Acredito que é muito possível conciliar a vida na natureza (que amo) com as facilidades proporcionadas pela high tech. Uma das minhas (boas) características é conseguir convergir extremos. Sou super entusiasta das tecnologias que ajudam a cultivar melhorias na qualidade de vida - e nada contra às que não contribuem com nada. Se não curte, é só não adotar.

Contudo, também tenho consciência de que a transformação digital que estamos vivendo nem sempre pode ter um impacto tão positivo. Tudo muda tão rápido, que o tempo de adaptação que antes ocorria paulatinamente está cada vez mais reduzido. 

Houve um período em que fiz estágio em jornal impresso, e que meu editor chamou atenção para o nariz de cera das minhas reportagens. Nariz de cera é uma introdução desnecessária que retarda o conteúdo que realmente importa. Mas achei justo fazer essa contextualização.

Então, sem mais delongas, ao retornar do meu retiro de ano novo no início de janeiro, decidi fazer um desafio sem contar para ninguém. Ficar 12h conectas e 12h desconectada. Aí pode ser que você pense: “Como assim? 12h conectada é muito!”.

Já parou para pensar quanto tempo você fica conectado? Eu ficava mais de 12h, com certeza.

Considero “ficar conectado” o mesmo que estar online seja via computador, smartphone, tablet, video game, Smart TV, etc. Tudo que te mantenha online.

Minha rotina, conectada e desconectada

Geralmente acordo às 6h, tomo banho, preparo um café mais simples só pra me dar energia para fazer 20, 30 ou 40 min de yoga (depende do dia) e 20 min de meditação. Em média preciso de 2h para fazer esse ritual de boinha. Estou praticado yoga guiada online e uso o aplicativo Insight Timer para meditar. Isso significa que nem acordei direito e já estou conectada. Encerro a minha rotina matinal meditando. Geralmente às 8h preparo a estação de trabalho, checo a agenda e a aventura online começa real oficial. 

Minha regra de vida é agendar reuniões no período da tarde porque tenho a sensação de que consigo produzir melhor durante a manhã, com o cérebro descansado. Após o almoço começo a dispersar em tarefas que exigem mais introspecção e concentração. Assim prefiro  agendar reuniões nesse período do dia, porque me sinto mais apta a interagir e render em atividades em grupo. Para cumprir o desafio deveria me desconectar entre 18h e 19h. 

Mas e aí, o desafio rolou?

Quando me propus a fazer esse desafio e decidi compartilhá-lo com você foi com o objetivo de chamar a atenção para a qualidade do tempo que investimos conectados e o quanto isso interfere em nossos níveis de energia e entrega de resultados.

Confesso que não consegui manter o desafio regularmente durante todos os dias de janeiro. Considerei meu tempo conectada das 8h às 20h, período que estou trabalhando. Fiz a egípcia em relação ao tempo conectada para a prática de yoga e meditação, e no uso do Kindle para leitura à noite. Sim, utilizo o Kindle para leitura o que significa que estou conectada até o último minuto antes de dormir.

Também participei de eventos noturnos, houve dias em que precisei sair de casa logo cedo e utilizar o smartphone. Além disso,  janeiro foi um mês intenso, em que me dediquei muito a preparação do Amabilidade, meu workshop sobre conexões humanas genuínas. Com isso, sim, houve dias em que trabalhei até 23h e tive que responder mensagens via WhatsApp antes do previsto. 

Apesar de todos os pesares, tenho que dizer que foi libertador nos dias em que consegui manter o desafio, me manter conectada apenas 12h. Senti menos estafa mental, ansiedade e tive uma sensação de autocontrole indescritível. A gente adota tantos comportamentos automáticos, como pegar o smartphone centenas de vezes ao dia para checar redes sociais, email etc, que é transformador quando nos tornamos mais consciente das pequenas ações que sugam nossa energia.  Identificamos o tempo improdutivo que gastamos no smartphone, em redes sociais, ou vagando em sites.

Estar o tempo todo disponível para as demandas dos outros causa muita ansiedade. Não é porque temos aplicativos de mensagens instantâneas que precisamos responder tudo na hora. Na realidade, o app te concede a flexibilidade de responder no momento mais oportuno para você. E como dizem, se for realmente urgente, você receberá uma ligação. Temos que mentalizar o seguinte: menos desespero para nos mostrarmos disponíveis e mais presença, por favor.

Com certeza sou mais integrada que apocalíptica

A tendência é estarmos cada vez mais conectados, pois a transformação digital está acontecendo diante dos nossos olhos. A internet das coisas está aí no nosso dia a dia e já temos até tapetinho de yoga inteligente, gerando dados sobre nosso desempenho durante a prática. E é nesse contexto que, para mim, é mais necessário cultivar clareza e intenção.

Clareza sobre como tudo isso impacta na minha saúde, energia, produtividade e bem estar, e intenção no uso positivo de tanta coisa boa que está aqui e que ainda está por vir. Eu realmente quero usufruir das benesses da Era digital em vez de deixá-la fazer uso de mim.

Topa fazer esse desafio? Quantas horas você permanece conectado? Sabe os efeitos que estar conectado provocam na sua vida?  Compartilha comigo nos comentários!
Beijo
Aline :)

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