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Como você responde a conflitos? Evita, briga ou cede?

Relacionamentos

A dificuldade de gerenciar emoções embaça a nossa percepção e reduz a disposição necessária para resolver conflitos. Por isso, é importante identificar como respondemos aos nossos desencontros. Um conhecimento essencial para melhorarmos a qualidade das nossas relações e da nossa vida.

Algumas pessoas orgulham-se ao dizer que não fogem de uma briga enquanto outras têm vontade de sair correndo ao menor sinal de um “confronto". Quem é você nesses extremos?

A maneira como reagimos aos conflitos cotidianos está conectada à nossa experiência de vida. Se crescemos em um contexto familiar e, ao longo da nossa jornada, experienciamos relações que não lidaram ou não lidam de forma saudável com os desencontros naturais que ocorrem nas nossas interações, provavelmente interpretaremos conflitos como algo ruim, muito ruim.

O senso comum nos faz acreditar que conflitos são sinônimo de briga. Logo, algo nada legal e desconfortável. Sim, não é confortável fazer parte de um conflito, mas estamos equivocados ao classificá-los como ruins.

Briga tem a ver com disputa. Os envolvidos querem definir vencedores e perdedores. Quem está certo e quem está errado em meio a não raras cenas de descontrole emocional, marcados por agressões verbais e até mesmo físicas.

Conflitos são desencontros. É a colisão das nossas diferenças. Diferentes preferências, pontos de vista, interesses, necessidades e expectativas. Diante de um desencontro em vez de disputar podemos negociar. A resolução do conflito busca promover uma conversa franca que possibilitará o diálogo e a negociação entre o jeito de ser de cada pessoa, para que ambos coexistam de forma harmoniosa.

Conflitos (ou desencontros) se transformam em brigas porque são gatilhos para fortes emoções e geram a sensação de que estamos sob ameaça. Sentimos que estamos sendo atacados e, diante disso, a nossa reação é nos defender.

Sob a sensação de ameaça não somos capazes de gerenciar as nossas emoções e, em geral, nos fechamos em nós mesmos ou transbordamos de raiva. A dificuldade de gerenciar as nossas emoções embaça a nossa percepção e reduz a disposição necessária para resolver o conflito.

Por isso, é importante identificar como respondemos aos nossos desencontros. Um conhecimento essencial para melhorarmos a qualidade das nossas relações.

Sua resposta a conflitos é saudável ou não?

No artigo Conflict Resolution Skills, do HelpGuide, são elencados alguns comportamentos que indicam se respondemos de forma positiva ou negativa a conflitos.

Alguns sinais de respostas não saudáveis são reações explosivas, raivosas e ressentidas; a inabilidade para reconhecer as necessidades e interesses da outra pessoa; a retirada da atenção e do afeto, e a evitação do conflito diante da crença de que conflitos sempre terminam de forma negativa.

respostas saudáveis são demonstradas diante da postura calma, não defensiva e respeitosa; da capacidade de empatizar com o ponto de vista da outra pessoa; da disposição para perdoar e deixar o evento ir. Ou seja, resolver o conflito sem guardar ressentimentos; da habilidade de buscar uma solução e evitar punições; da crença de que enfrentar um conflito é bom para todos os envolvidos.

Quando adotamos respostas não saudáveis diante de um conflito podemos apresentar as seguintes posturas:

  • Evita o conflito: Retira-se da situação e bloqueia a comunicação com o outro. Neste caso uma parte pode negar a existência do conflito. Age como se nada estivesse acontecendo pois não está disposta a encarar a situação.
  • Briga: Lida com o conflito de forma agressiva, culpando e confrontando os outros. O objetivo é demonstrar que está certo e ganhar a discussão. A necessidade de vencer o argumento prejudica a relação.
  • Cede: Demonstra comportamento passivo. Concorda com o outro apenas para evitar o conflito. Deixa de expressar as suas necessidades e pontos de vista. E pode até assumir a responsabilidade por um problema que não foi causado por ele.

Além dessas posturas, também podemos apresentar um comportamento passivo - agressivo. Na superfície expressamos que está tudo bem, mas nas entrelinhas adotamos atitudes hostis em relação ao outro. A violência é praticada de forma indireta. O silêncio, a “cara fechada”, o sarcasmo e a ironia podem ser utilizados como ferramentas de punição e controle. É aquela história de que está tudo bem, mas não está tudo bem. Sabe?

Como reconhecer o meu padrão de resposta a conflitos?

Para adotarmos respostas saudáveis a conflitos primeiro precisamos reconhecer o nosso padrão de comportamento diante deles. Para ter clareza sobre isso sugiro que reflita sobre um desencontro recente que tenha vivenciado ou esteja vivenciando.

Você pode anotar em um bloco de notas físico ou digital qual foi a sua reação diante da situação vivenciada. Identificar como você e os demais envolvidos se comportaram, e como as suas atitudes conversam com outras experiências. A sua resposta diante do conflito sobre o qual está refletindo é coerente com a maneira que agiu em outras situações de conflito?

Após fazer essa reflexão você terá mais clareza sobre qual resposta não saudável apresentada aqui mais se identifica. Em geral, você evita, briga ou cede?

Um coração disposto e paciência é o caminho

Todas as alternativas citadas são mega improdutivas. A melhor maneira de resolver um conflito é adotar a comunicação transparente, de forma assertiva. O tipo de comunicação que pode ser extremamente desconfortável para quem está acostumado à adotar os padrões não saudáveis apresentados aqui.

Sabemos que um padrão de comportamento não é modificado de forma rápida. Requer esforço. Afinal, se a gente “sempre” agiu assim, não é diante dessa realização que imediatamente iremos adotar um novo comportamento com naturalidade.

Por isso, relaxa se você é do tipo que evita, briga ou cede diante de conflitos. O primeiro e mais importante passo você já deu, que é tornar-se consciente de algo que limita e prejudica a qualidade das suas relações e, com isso, da sua vida.

Então, em vez de ficar triste, comemore. Sério. O principal empecilho para a mudança é a falta de consciência sobre o que nos limita. E isso você já superou.

Agora é ter um coração disposto, paciência consigo e buscar os recursos necessários para adotar um novo padrão de comportamento. Claro, se isso fizer sentido para você.

Beijo :)

Aline


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