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Como melhorar a sua comunicação durante uma conversa

Comunicação interpessoal

Comunicação soa como sinônimo de fala e escuta. Acreditamos que para evitar a comunicação ruim é preciso aprender a escutar e a nos expressarmos melhor. Para isso é fundamental desenvolver uma competência. Descubra qual é e comece a praticá-la no seu dia a dia.

 Problemas de comunicação interpessoal podem surgir da simples falta de atenção. Aqui não me refiro à atenção estritamente relacionada ao conteúdo da mensagem enviada pelo outro ou por nós durante uma conversa.

Falo da atenção de modo mais abrangente, que envolve dois conceitos importantes no contexto da educação emocional. Refiro-me à atenção que cultiva autoconsciência e consciência social.

Autoconsciência consiste na capacidade de reconhecer as próprias emoções e como elas afetam os nossos pensamentos e comportamento. Também envolve conhecer os nossos pontos fortes e fracos, estar em paz com eles e demonstrar autoconfiança

A consciência social baseia-se na compreensão das emoções, necessidades e preocupações de outras pessoas, e na percepção de pistas emocionais que podem ser captadas por meio da linguagem corporal, expressão facial, do tom de voz, “clima" ou “energia” do ambiente etc. Além disso, uma pessoa socialmente consciente se sente à vontade para socializar-se e reconhece a dinâmica de poder em um grupo ou organização.

Quando não estamos conscientes durante o processo de comunicação deixamos escapar aspectos internos (autoconsciência) e externos (consciência social) importantes, que podem facilitar a troca de informações. O ato de nos fazer ser compreendidos, bem como de compreender os outros.

Hoje compartilho com você cinco aspectos que contribuem para treinar a nossa atenção e, com isso, desenvolver autoconsciência e consciência social durante uma conversa.

Aspectos que contribuem para os conectarmos mais profundamente com as pessoas, evitar problemas de comunicação e aumentar a fluidez das nossas interações.

1. Cheque o seu estado emocional e identifique diálogos mentais improdutivos

A maneira como nos sentimos afeta diretamente a interpretação que fazemos dos fatos. Quando não estamos bem conosco um sorriso amigável pode soar como um indicador de deboche e uma fala despretensiosa torna-se uma indireta. Interpretamos o mundo ao nosso redor com base em monstros internos, medos e inseguranças.

Por isso, é fundamental identificar como o que o outro expressa se mistura às nossas emoções, sentimentos e pensamentos. Ter clareza sobre como estamos nos sentindo e de que maneira isso interfere na interpretação das atitudes e da fala dos outros. Pois, ao nutrir os nossos monstros imaginários, ocorre o risco de sabotarmos o processo de conexão.

Então, sempre certifique-se sobre como a sua singularidade influencia na interpretação da fala e da atitude dos outros.

2. Ao invés de parafrasear, repita as palavras exatas ditas pelo outro

Dizer com as nossas palavras o que a outra pessoa expressou, ou seja, parafraseá-la nem sempre é produtivo para a comunicação.

Isso ocorre porque ao parafrasear alguém filtramos o conteúdo expresso por ele. Apesar de munidos de boas intenções, nesse processo ocorre o risco de distorcermos o que foi dito. De selecionar as informações que fazem mais sentido para a gente do que para o outro.

Esse desencontro pode ser alinhado por meio da paráfrase realizada no formato de uma pergunta? Sim. Pode. Dessa forma o outro fica responsável por confirmar ou não se a nossa interpretação está de acordo com o que foi expressado.

Mas, ainda sim, quero estimular você a deixar a paráfrase um pouco de lado e praticar repetir as exatas palavras ditas pelo outro.

Sabe por quê?

A nossa mente divaga bastante. Dedicamos boa parte do tempo de uma conversa conectando ideias e mudando o foco de atenção para o que ocorre no entorno (sons, pessoas etc) do que atentos ao que o outro está dizendo.

Para lembrar as exatas palavras ditas pelo nosso interlocutor é preciso evitar a dispersão da mente. Esse processo nos ajuda a treinar a atenção. Faça esse exercício. Juro que não vai se arrepender.

3. Atente-se à linguagem corporal, expressão facial e paraverbal

Algo em torno de 70% a 80% da comunicação ocorre por meio de aspectos não-verbais (linguagem corporal e expressão facial) e paraverbais (dinâmica de voz: tom + tempo + inflexão + volume + sotaque + sons não verbais - sem palavras como grunhidos, risos ou soluços etc).

A maneira como reagimos emocionalmente durante as nossas interações são expressas por meios dessas entrelinhas. E essas informações super ricas, nem sempre notadas, são extremamente importantes para aumentar a conexão ou criar desconexão.

A atenção aos aspectos não-verbais e paraverbais em uma conversa pode nos ajudar a fazer ajustes na nossa comunicação. Perceber se alguma fala nossa deixou o outro desconfortável, ou se a pessoa está ou não em um bom dia para ter uma conversa difícil. Também podemos regular a nossa postura para evitar a criação de algum bloqueio ou gerar afastamento em relação ao outro.

4. Investigue as necessidades básicas decomunicação

De acordo com Peter K. Gerlach, existem cinco necessidades universais básicas que buscamos preencher com a comunicação, que são:

  1. sentir-se respeitado por si mesmo e por cada interlocutor, independentemente de idade, sexo, conhecimento ou funções. A necessidade de sentir-se valorizado, digno e de proteger a nossa integridade é constante em todas as situações sociais e solitárias. Por isso, em toda comunicação buscamos conquistar ou manter nosso respeito próprio ou mútuo;
  2. para desabafar- ou seja, precisamos (a) descrever nossos pensamentos, sentimentos e necessidades atuais para outra pessoa e (b) sentir-se compreendido e aceito por ela;
  3. para causar ou impedir uma ação do outro - influenciar as atitudes dos outros: faça isso, não aquilo. Aqui também podemos nos comunicar para reduzir, aumentar ou manter a distância entre outra pessoa;
  4. para dar e/ou obter informações - por exemplo: "Que horas você vai estar em casa?";
  5. para evitar algo desconfortável - como o silêncio, uma perda (colocar gasolina antes de viajar), uma decepção, uma crítica, um conflito, tédio e emoções e/ou pensamentos desagradáveis.

É importante ressaltar que as necessidades mencionadas aqui se diferem do conceito de necessidades abordado na Comunicação Não-Violenta.

As cinco necessidades indicadas por Gerlach têm o objetivo de aumentar o conforto emocional, físico ou espiritual imediato.

Geralmente, temos pelo menos duas dessas necessidades de uma só vez, porque a necessidade inconsciente de respeito próprio e respeito mútuo é constante. Nossa combinação de necessidades pessoais e sociais podem variar rapidamente à medida que nossos ambientes internos e externos mudam.

Diante disso, durante uma conversa, vale a pena refletir sobre o motivo de o outro e de a gente estar se comunicando.

5. Antes de começar a interagir, apenas “sinta" o ambiente

Autocentrados atropelamos uns aos outros. Às vezes, envolvidos conosco, abordamos o outro e começamos a falar sobre algo sem perceber o contexto: o “clima" ou “energia” do nosso interlocutor ou do ambiente.

O contexto pode influenciar bastante a recepção da nossa mensagem. Diante disso, antes de começar a falar, ou até mesmo quando estiver escutando alguém, é essencial “sentir” o contexto. Tornar-se mais atento ao que está acontecendo ao seu redor.

Atentos conseguimos perceber de forma mais fácil se o outro e o ambiente está receptivo ou não à nossa mensagem, antes que qualquer coisa tenha sido expressa. Com essa informação é possível decidir sobre como nos posicionarmos na situação. Fazer algo para mudar o clima ou deixar a conversa para outro dia.

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Desenvolva autoconsciência e consciência social, um passo de cada vez

Compartilhei cinco formas que contribuem para treinar a nossa atenção na interação com o outro. A competência mais importante para nos conectarmos e comunicar melhor. Isso ocorre porque ao treinar a atenção cultivamos autoconsciência e consciência social.

Agora, comece a praticar. Escolha um aspecto e foque nele durante as suas próximas interações. Conforme a observação desse aspecto demandar menos esforço e se tornar mais natural para você, escolha outro e comece a exercitá-lo até sentir-se confortável aplicando todos os cinco itens da lista.

 Beijo! :)

Aline

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