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Como fazer uma reflexão de fim de ano?

Bons Hábitos

A maneira como refletimos sobre os nossos objetivos pode ter um grande impacto na realização ou não deles. Compartilho com você uma maneira de fazer sua reflexão de fim de ano com mais significado. Com certeza isso pode ajudar a manter seu engajamento, de verdade, com os objetivos com os quais se comprometeu.

As vibrações de dezembro mexem muito comigo, pois é um período em que até quem não se importa com essa história de conectar-se consigo faz um movimento mais introspectivo, reflete  sobre o que passou e projeta o que está por vir. Engraçado que isso ocorre em um dos períodos mais conturbados do ano. Além das atividades rotineiras somos inundados por outras específicas dessa época, como os preparativos para as festas e férias.

Nesse raro momento introspectivo "refletimos" sobre os objetivos alcançados ou não. O problema é que, em geral, a reflexão em si não ocorre de verdade, apenas ticamos os itens na lista e pensamos nos novos que gostaríamos de adicionar para o para o próximo ano.

É aí que perdemos a oportunidade de realmente nos conectarmos conosco. Em vez de apenas ticar o que foi concluído, podemos questionar: o que nossos objetivos, bem como a conquista ou não deles nos revela?

Objetivos e processos: não é possível escrever uma história apenas com início e fim

Caso não tenha percebido, objetivos são resultados. Isso mesmo, objetivos são a conclusão de um processo. A gente não estabelece um objetivo aqui e já alcança o resultado ali.Dentro dessa perspectiva, o ideal é que sua jornada este ano tenha sido dedicada aos resultados que listou.

Por exemplo, conquistar um cargo ou trabalho pode ser o resultado de um processo de  qualificação ou transição de carreira; casar, da construção de um relacionamento; viajar, de meses de pesquisa, controle financeiro e poupança.

Para fazer uma reflexão de fim de ano realmente significativa vale a pena começar pelo básico. Liste seus objetivos (tanto pessoais, quanto profissionais). Em seguida, na frente de cada objetivo escreva por que você definiu esse objetivo. Feito isso, escreva sobre como o objetivo conversa com a pessoa que você estava e com quem você está hoje.

Com as respostas em mãos, identifique dentre os itens na sua lista: Quantos conseguiu concluir? Quais as sensações e sentimentos experimentados ao realizá-los? Consegue identificar as razões que tornaram possível conquistá-los ou não?


Refletir sobre o nosso processo pode nos ajudar a aprender sobre a gente mesmo, identificar o que limita e contribui para a conquista dos nossos objetivos, e quais ainda fazem sentido.

Contrariando o argumento de que visualizar o resultado de um objetivo nos ajuda a alcançá-lo, pesquisadores afirmam que tal atitude pode enganar nosso cérebro. Corremos o risco dele entender que já fizemos o necessário pelo objetivo e não nos esforçarmos o suficiente.

Assim, os pesquisadores recomendam além da visualização do que se pretende alcançar, focar na realidade que desejamos mudar. O anseio de mudança pode nos manter mais engajados no processo.

Para o especialista em autodesenvolvimento James Clear, em vez de focar no objetivo, o segredo para realizar o que desejamos é nos engajarmos com o processo. Segundo ele o mais apropriado é esquecer completamente o resultado e se envolver com a jornada. Criar processos e sistemas, cumprir suas etapas (por mínimas que sejam) de forma disciplinada. É o tal fazer algo nem que seja pelo menos 5 min por dia.

Clear acredita que focar no resultado coloca um grande peso sobre nossos ombros, e isso pode nos paralisar. Quando adotamos essa postura dizemos para nós que ainda não somos bons o bastante; que só seremos quando alcançarmos o objetivo.

Por outro lado, quando nos comprometemos com a prática em vez da performance, aproveitamos o momento presente enquanto nos aprimoramos. Ele ainda argumenta que focar no processo em vez de no objetivo elimina a necessidade de obter resultados imediatos, pois trabalhamos pelo longo prazo.

“Descobri que os objetivos são bons para PLANEJAR seu progresso e os sistemas para realmente FAZER progressos”. James Clear

Diante disso, a melhor alternativa parece ser interpretar objetivos como uma bússola e nos comprometermos com o fazer diário. Assim conseguiremos escrever uma história com início, meio e fim.

Por listas de objetivos e reflexões mais significativas, a qualquer tempo

Apesar de esse ser a pauta desta conversa, acredito que podemos (e parece mais adequado) fazer esse tipo de reflexão com mais regularidade do que apenas no encerramento do ciclo de 365.

Em meio a reflexão sobre nossos objetivos podemos chegar à conclusão de que não realizamos alguns por estarmos focados no resultado em vez de no processo. Mas são muitas as possibilidades de impedimentos para que a gente deixe de realizar algo na vida.

Às vezes um objetivo apenas deixou de fazer sentido para a gente mesmo e procrastinamos excluí-lo da listinha. Cabe a cada um de nós estar atento para identificar nossas razões por meio de uma reflexão mais significativa.

Por isso, antes de fazer uma nova lista é urgente questionar: como tais objetivos conversam com a sua história de vida? Por que se engaja mais com uns do que com outros? Quais são coerentes com a pessoa que está e com quem busca se tornar? Como estão ou não alinhados ao seu propósito? Isso com certeza pode ajudá-lo a manter o engajamento, de verdade, com o que nos comprometemos.

Então, bora fazer sua reflexão de fim de ano? Ou de vida?
Beijo :)
Aline