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bem-estar, Como posso te ajudar, comportamento

Como ajudar de forma genuína

Na primeira semana de isolamento social entrei em estado de introspecção e pausei de forma intencional parte da minha distribuição de conteúdo.

Havia programado alguns conteúdos alinhados a serviços que ofereço, mas não vi sentido em distribuí-los. Não conversavam com o contexto. Queria entender o que estava acontecendo.

Pausei, com a clareza de que o isolamento social é o momento ideal para falar sobre as pautas que tenho levantado por aqui: da importância de cultivar a qualidade das nossas relações e de desenvolver inteligência emocional.

Apesar de reconhecer isso, por um lado, uma voz na minha cabeça questionava: “Como ajudar e não soar oportunista diante de tudo o que estava (e está) acontecendo?”

Enquanto outra voz revidava: “Continue fazendo o seu trabalho. Estamos aqui há algum tempo falando sobre relacionamentos e educação emocional. Estimulando a melhoria da nossa convivência. Esse chamado, missão, propósito… apenas se tornou mais urgente.”

E acredito que não foi apenas o meu.

O chamado é para todos

Há quem condene o número de lives realizadas nas duas últimas semanas, de conteúdo sobre home office (eu, inclusive) ou sobre qualquer tema que tenha se tornado o centro da atenção no momento.

Particularmente, não vejo mal algum nisso. Nem no volume de lives, nem em muitas pessoas falarem sobre um mesmo tema de modo geral ou quando ele “bomba”.

Acredito que o que vale é a intenção por trás de cada ação que praticamos na vida. Sendo bem clichê, mesmo. E intenção independe de quem recebe a ação. Sim de quem entrega.

Se cada pessoa que realizou a sua live estava em paz com a sua intenção por trás daquela atitude, é isso que importa. Afinal, como também está em alta dizer rs: todos sempre seremos julgados. Seja por realizar ou deixar de realizar algo.

Podemos agir com a intenção mais genuína e amorosa, e ser mal interpretado pela percepção do outro estar embaçada ou limitada pelos seus filtros (sistema de crenças, cultura, história de vida, emoções e sentimentos etc).

Quanto mais entendo de pessoas, mais tolerante me torno. O que não significa permanecer em situações prejudiciais.

A tolerância pode ser cultivada quando percebemos que cada ser humano é um universo muito particular. Quando nos damos o trabalho de buscar entender o outro de verdade só há espaço para respeito, empatia e compaixão.

Ou seja, para viver em paz consigo e conviver melhor, substitua expectativas e julgamentos por clareza de intenção e pelo ato de acolher a singularidade do outro.

Faça o que desejar fazer baseado na sua intenção (positiva, de preferência, combinado?). Seja na produção de conteúdo ou em qualquer coisa na vida.

Sobre muita gente produzir conteúdo em torno de um mesmo tema

Tema, assim como ideia, não tem dono, a gente sabe. Eu curto bastante ver esse movimento de pessoas se sentindo livres para falar do que se interessam, ou sobre algo (que não faz parte do seu repertório) dentro da sua perspectiva.

É impossível ser 100% original. O próprio processo criativo é baseado na inspiração. Pegamos uma referência aqui, somamos com outra ali, adicionamos a nossa personalidade. Shazam! Surge o terceiro elemento: o nosso Frankenstein. O conteúdo com identidade. O mais legal nesse movimento: ver a identidade de cada pessoa impregnada naquilo que ela faz.

Como o personal branding (marca pessoal) tem proliferado, por mais que exista muita gente falando sobre educação emocional e relacionamentos, o jeito da Aline falar na Pessoa Melhor é só dela.

Quem se conecta com o meu “jeito”, de repente não se conecta com o jeito de outra pessoa falar sobre o mesmo assunto.

E isso é tão maravilhoso!

Todos temos a oportunidade de expressar a nossa essência no mundo. Somar ao invés de competir. Viver, de verdade, o paradigma da abundância.

E é exatamente sobre essência que quero falar com você. 

Um convite para o retorno à essência

Mas a gente só consegue alcançar esse estado de consciência e segurança naquilo que entregamos, quando nos conectamos de verdade à nossa essência. A quem somos por trás de todos as camadas que compõem o ego. Um assunto que merece artigo próprio.

O isolamento social é uma mega oportunidade de surgirem ainda mais produtores de conteúdo digital. Quem estava procrastinando pode se ver forçado a seguir esse caminho. Quem já produzia, continuar a entregar seu valor com ainda mais paixão.

Mas para viver a produção de conteúdo saudável, em tempos de crise (ou não), acredito que é fundamental: clareza de intenção e acolher o outro e a sua singularidade. Algo que a gente consegue quando nos conectamos com a própria essência.

Por mais aterrorizante que seja tudo isso que estamos passando (pois há muita incerteza), para alguns privilegiados esse período de isolamento social pode ser o momento de despertar para a sua própria essência. Um período para reconhecer o seu eu mais genuíno e como ele se conecta com as suas ações e intenções.

O que facilita a gente ajudar de forma genuína. Pois a nossa ação está sempre conectada com o que há de mais verdadeiro em nós. Algo que nos ajuda a permanecer consistentes. A entregar a nossa intenção, em tempos de crise ou não.

Um movimento que pode contribuir não apenas para a produção de conteúdo com mais propósito, mas para a construção de uma vida que faça ainda mais sentido para cada um.

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