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comportamento, estresse, liderança, relacionamentos

A lição que aprendi aos 18, e Ellen DeGeneres agora

Comecei a trabalhar como jovem aprendiz aos 17 anos. No ano seguinte fui efetivada na mesma empresa. Nessa empresa conheci uma profissional que admiro muito e que me ensinou a lição que, talvez, Ellen DeGeneres esteja lembrando ou aprendendo agora.

Ellen é uma apresentadora de televisão norte americana, muito carismática, extremamente popular e reconhecida por incentivar as pessoas serem amáveis e gentis. Além disso, representa causas de minorias e consegue se relacionar bem com pessoas de diferentes espectros políticos.

Todos esses aspectos sustentaram uma marca pessoal forte ao longo dos 17 anos do programa The Ellen DeGeneres Show.

A crise e a lição

Contudo, recentemente, os atributos da sua marca pessoal foram questionados. Em julho, o BuzzFeed publicou uma reportagem com denúncias de ex-funcionários que alegam haver um ambiente extremamente tóxico nos bastidores do programa, com acusações de assédio moral e racismo.

Diante da situação, Ellen se posicionou dizendo que conforme a estrutura do programa cresceu ela não conseguiu estar ciente desses acontecimentos.

Os funcionários alegam que era impossível ela não saber sobre o que estava acontecendo, considerada a proporção do caso. De acordo com a última notícia que li, até o momento foram mais de 30 denúncias.

Minha especialidade não é posicionamento de marca pessoal, então possivelmente não sou a melhor pessoa para repercutir o caso dentro dessa perspectiva. Mas o caso de Ellen lembrou uma lição que aprendi bem cedo, aos 18 anos.

Em um dia de trabalho normal, o diretor da unidade em que eu atuava enviou um e-mail questionando o motivo de os quadros de Kanban (uma ferramenta de administração da produção) estarem desorganizados.

Imatura, respondi a mensagem de forma educada, mas me isentando da responsabilidade. Informei que eu era responsável apenas pelos quadros da comunicação (que estavam organizados) e que o time da qualidade cuidava dos quadros de Kanban.

Logo em seguida, minha líder entrou em contato comigo e disse algo no sentido de que como fazemos parte do mesmo time (empresa), a responsabilidade também era do nosso setor.

Orientou que nessa situação o mais sábio seria apenas esclarecer que eu era responsável pelos quadros da comunicação e, o mais importante, me disponibilizar à ajudar o time da qualidade a organizar os quadros de Kanban.

Nunca me esqueci dessa lição e até hoje sou grata por ela e muitas outras que aprendi com essa profissional que admiro tanto.

Minha lição agora talvez seja a lição de Ellen

Especialmente na posição de liderança e por conta do discurso que adota, era mais sábio Ellen dizer que sente muito ter negligenciado esses acontecimentos e responsabilizar-se pelas medidas que serão adotadas daqui em diante para evitar que a situação permaneça ou volte a ocorrer.

Com certeza o discurso “eu não sabia”, embora compreensível, não importa. Consigo praticar empatia e entender o lugar de fala dela. Afinal não posso afirmar que Ellen compactuou de forma direta ou indireta com o que estava ocorrendo, ou não.

Mas a realidade é que seu discurso mais atrapalha do que ajuda. Pois transmite a impressão de que, em um primeiro momento, isentou-se da responsabilidade. Logo #elesquelutem

Agora, falando sobre a minha especialidade, o caso apenas demonstra o quanto é cada vez mais urgente cuidarmos da experiência emocional das pessoas no trabalho, bem como cultivar uma cultura de comunicação transparente e de resolução assertiva de conflitos.

Com certeza, ao desenvolvermos essas competências fortalecemos as relações e reduzimos as chances de que casos pontuais que contribuem para a criação de uma cultura tóxica escale para uma crise nessa proporção.

A marca pessoal de Ellen está bastante prejudicada e recuperar a confiança do público pode demandar mais recursos financeiros do que o investimento em ações efetivas que contribuam para enriquecer a qualidade dos relacionamentos.

Se precisar de ajuda para saber como fazer isso, fale comigo 🙂

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